Mídia e controle: implicações para a subjetividade contemporânea

Autores

  • Paulo Roberto de Carvalho Universidade Estadual de Londrina Autor

Palavras-chave:

mídia, controle, normalização.

Resumo

Analisando a contemporaneidade capitalística, Deleuze entrevê a emergência histórica das sociedades de controle que poderiam ser chamadas também de sociedades de comunicação. Uma característica dos meios de comunicação abordada é a preponderância do marketing na elaboração da programação televisiva e sua função: vinculação do desejo ao consumo. Outro aspecto abordado é a naturalização de determinados procedimentos como a premiação por rendimento em programas de auditório, aparentemente inocentes que cria condições para adoção dos regimes de remuneração variável nos ambientes de trabalho. A competição e o consumo, elementos estratégicos da ordem capitalista são então veiculados sistematicamente no controle pela via da comunicação. Seguindo as linhas do dispositivo de controle, Deleuze assinala o ponto de contato entre a mídia e as práticas da psicologia e da psicanálise, avaliando que estas disciplinas estão se expandindo à medida que se inscrevem no dispositivo como agentes de uma normalização preventiva.

Biografia do Autor

  • Paulo Roberto de Carvalho, Universidade Estadual de Londrina
    Docente do Departamento de Psicologia Social e Institucional da Universidade Estadual de Londrina. Mestre em Psicologia Social e Doutor em Psicologia Clínica pela PUC/SP.

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Publicado

2012-09-02

Edição

Seção

DOSSIÊ - Psicologia Social & Contemporaneidade (Org.: Rafael Bianchi Silva & Flávia Fernandes de Carvalhaes)

Como Citar

Carvalho, P. R. de. (2012). Mídia e controle: implicações para a subjetividade contemporânea. Revista Espaço Acadêmico, 12(136), 18-26. https://periodicos.uem.br/ojs/index.php/EspacoAcademico/article/view/18401