Sobre a Intolerância Religiosa

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Palavras-chave:

Religiões, Tolerância, Intolerância, História das Religiões, Política

Resumo

O objetivo deste texto é analisar e instigar a reflexão sobre a intolerância religiosa. Do ponto de vista da religião, partimos da hipótese de que as raízes da intolerância religiosa remontam à transição do politeísmo para o monoteísmo e à consequente consolidação das religiões monoteístas. Dessa forma, começamos pela exposição e análise dos monoteísmos egípcio, judaico, cristão e islâmico. A intolerância religiosa, porém, não se reduz ao discurso e prática das instituições religiosas nem às manifestações da religiosidade no âmbito individual e/ou coletivo. Portanto, não pode ser compreendida plenamente se isolada dos aspectos sociais, políticos, econômicos e culturais em seus respectivos contextos históricos. Isto no remete, em segundo lugar, à análise das interseções religião e secularismo, poder espiritual e poder secular, Igreja e Estado. Com efeito, na medida em que a religião hegemoniza a sociedade e a instituição religiosa se consolida enquanto poder, as formas de intolerância se imbricam. Quando a religião e a política se vinculam, as intolerâncias religiosa e laica atuam em simbiose: politiza-se a religião e sacraliza-se a política. Terceiro, mesmo nos períodos mais terríveis da história, há manifestações de resistência e tolerância. Nesta perspectiva, intolerância e tolerância formam um par indissociável. A reflexão sobre a intolerância instiga-nos pensar a tolerância – e vice-versa. Por fim, tecemos nossas considerações conclusivas.

Biografia do Autor

  • Antonio Ozaí da Silva, UEM, Maringá
    Professor Associado do Departamento de Ciências Sociais, Universidade Estadual de Maringá; Mestre em Ciências Sociais, com ênfase em Ciência Política (PUC-SP); Doutor em Educação (USP); Pós Graduado em História das Religiões (DHI-UEM)

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Publicado

2018-04-14