Expressões da branquitude no ensino superior brasileiro

Autores

Palavras-chave:

relações étnico-raciais, privilégio branco, racismo institucional

Resumo

Identificar como se configuram as relações étnico-raciais dentro dos espaços de formação profissional - que são por excelência, lugares reprodutores de relações de poder - é urgente para toda sociedade que deseja agir de modo a vencer as desigualdades, especialmente a étnico-racial e de gênero. Este artigo apresenta alguns dos resultados de um levantamento que foi realizado no primeiro semestre de 2021 com pessoas que finalizaram (ou estão prestes a finalizar) o curso de graduação a fim de captar sua percepção sobre a dinâmica das relações étnico-raciais estabelecidas no espaço acadêmico. Os resultados apontam para a operacionalidade do racismo institucional por meio de quatro dispositivos: currículo, corpo docente, corpo discente e modus operandi das instituições. Nesses âmbitos a branquitude tem se expressado como mecanismo de manutenção de hierarquia de poder baseada na ideia de raça. 

Biografia do Autor

  • Priscila Elisabete da Silva, IFBA

    Doutora em Educação pela Universidade de São Paulo (USP); Mestre em Sociologia pela Universidade Estadual Paulista (FCL-UNESP); Bacharel e Licenciada em Ciências Sociais (FCL-UNESP). Licenciada em Pedagogia (FPSJ). Psicopedagoga. Pesquisadora no Instituto de Pesquisa da Afrodescendência (IPAD BRASIL) e no Grupo de Pesquisa Reexistência ligado à pós-graduação em Estudos Étnicos e Raciais (CPgEER - IFBA). Autora de artigos e do livro: As origens de USP: raça, nação e branquitude na universidade (2020). Premiada no Edital Equidade Racial na Educação Básica: Pesquisa Aplicada e Artigos Científicos (2020). Assessora da Startup Comunidade Sustentável.

  • Ana Helena Passos, USP

    Advogada pela Universidade Católica de Pernambuco (UNICAP), mestra e doutora em Serviço Social, pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC- Rio). Pesquisadora na área de estudo das relações étnico-raciais, com ênfase no campo de conhecimento dos estudos críticos da branquitude. É pós-doutoranda no programa Interdisciplinar "Humanidades, Direitos e outras Legitimidades" do Núcleo de estudos das diversidades, intolerâncias e conflitos - DIVERSITAS da Universidade de São Paulo. Autora de artigos na área de educação para as relações étnico-racias e branquitude e do livro  “Um estudo sobre branquitude no contexto de reconfiguração das relações raciais no Brasil, 2003-2013” (2019). Conselheira da comissão de justiça restaurativa da OAB-SP, pesquisadora na organização civil Nossa América Verde e co-fundadora do Instituto Ella Criações Educativas.

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Publicado

2021-09-01

Edição

Seção

Dossiê - Estudos da branquitude e suas interfaces

Como Citar

Expressões da branquitude no ensino superior brasileiro. (2021). Revista Espaço Acadêmico, 21(230), 03-24. https://periodicos.uem.br/ojs/index.php/EspacoAcademico/article/view/60348