Sonoridade anti-colonial: conexões entre o corpo e a floresta

Autores

  • Marcelo Felipe Bruniere Universidade Federal de Santa Catarina Autor
  • Tatiana Minchoni Universidade Federal de Goiás Autor

Palavras-chave:

sonoridade, memória, Huni Kuin, epistemicidio

Resumo

Os Huni Kuin habitam a região amazônica, na fronteira entre o estado do Acre e o Peru. Eles vivem uma realidade de resistência e negociação com a estética da modernidade cristã. Um fator preponderante entre tal população é possuírem fortes relações de pertencimento e ancestralidade com a ecologia dos territórios que habitam e constroem. Nessa perspectiva, a história oral se atualiza como um arquivo vivo das línguas originárias e outros conhecimentos vinculados ao território. Assim, as sonoridades partilhadas ajudam a suspender o céu sobre a terra, contribuindo para a preservação de memórias vitais para determinada comunidade, mas também criando um futuro alternativo à aniquilação da natureza.

Biografia do Autor

  • Marcelo Felipe Bruniere, Universidade Federal de Santa Catarina

    Doutorando do programa de pós-graduação em Psicologia da Universidade Federal de Santa Catarina. Compõe o Grupo de Teatro, Música Cinema do CAPS-Ponta do Coral. Membro do GT – Psicologia e relações étnico raciais da ANPEPP e da Rede de Articulação Psicologia e Povos da Terra.

  • Tatiana Minchoni, Universidade Federal de Goiás

    Doutora em Psicologia pelo Programa de Pós-Graduação em Psicologia da Universidade Federal de Santa Catarina, na área de Práticas Culturais e Processos de Subjetivação, mestre em Psicologia pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte (2010) e especialista em "Práticas Pedagógicas no Ensino Superior pela Universidade Potiguar (UnP). Atualmente realiza pós-doutorado no Programa de Pós-graduação en Psicologia da Universidade Federal de Goiás (PPGP/UFG).

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Publicado

2021-10-01

Edição

Seção

Povos da terra: fecundando diversidade no campo de saberes

Como Citar

Sonoridade anti-colonial: conexões entre o corpo e a floresta. (2021). Revista Espaço Acadêmico, 21, 52-62. https://periodicos.uem.br/ojs/index.php/EspacoAcademico/article/view/60891