Efeito do alongamento estático específico versus geral sobre o desempenho da força muscular
DOI:
https://doi.org/10.4025/jphyseduc.v29i1.2972Resumo
O objetivo do estudo foi comparar o efeito dos alongamentos geral e específico sobre a capacidade imediata de gerar força muscular com a carga autosselecionada em praticantes de treinamento de força. Quatorze homens saudáveis e fisicamente ativos (25 ± 4 anos, 75 ± 8 kg, 173 ± 6 cm) compareceram quatro dias não consecutivos ao local do estudo. Nas visitas 1 e 2 (Controle), após um aquecimento padronizado, os participantes executaram o máximo de repetições com a carga autosselecionada para 10 repetições (RMC10R) no supino reto. Nas visitas 3 e 4 após a realização de um aquecimento padronizado, seguido de exercícios de alongamento (Alongamento Específico versus Geral), os indivíduos foram convidados a executar as RMC10R. Não houve diferença entre teste e reteste nas RMC10R (15,1±3,2 vs. 15,5±2,9 RMC10R; p=0,096), e a correlação de Pearson apresentou alta e significativa correlação (r=0,975; p<0,001). Não houve diferença significativa entre as três condições testadas (Controle: 15,5±3,1; Alongamento Específico: 15,4±3,5; Alongamento Geral: 15±3,3; p=0,874). O tamanho do efeito (ES) das diferenças entre as condições foi trivial para todas as comparações (Controle x Alongamento Específico, ES = 0,09; Controle x Alongamento Geral, ES = 0,21; Alongamento Específico x Alongamento Geral, ES = 0,10). Conclui-se com base em nossos resultados que o alongamento geral não produz efeito deletério sobre a capacidade imediata de gerar força quando comparado ao alongamento específico.
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