Dupla carreira e mobilidade social no futsal brasileiro: diferenças entre homens e mulheres

Autores

  • Mariana Zuaneti Martins Universidade Federal do Espírito Santo (UFES), Vitória-ES, Brasil Autor
  • Bruna Saurin Silva Universidade Federal do Espírito Santo (UFES), Vitória-ES, Brasil Autor
  • Ana Claudia Ferreira Souza Lycée Royal de México, Tijuana–BC, México Autor

DOI:

https://doi.org/10.4025/jphyseduc.v32i1.3249

Palavras-chave:

gênero, esporte, carreira desportiva, profissionalização

Resumo

Este artigo teve como objetivo analisar se, e em que medida, o marcador de gênero conforma diferentes perspectivas, oportunidades e incentivos que homens e mulheres na carreira esportiva no futsal, bem como para a reconversão para outra carreira vocacional. Para isso, descrevemos o perfil de atletas homens e mulheres sob o ponto de vista da trajetória esportiva e da dupla carreira. Utilizamos um questionário com 95 homens e 87 mulheres, participantes dos campeonatos adultos de futsal paulista. Nossos resultados apontam que a dupla carreira é predominante tanto para homens quanto para mulheres. Para elas, a dupla carreira com os estudos vai da adolescência até a idade adulta, quando os clubes as concedem bolsa universitária e salário. Após o ensino superior, as chances de permanência no futsal diminuem para mulheres, o que pode indicar a reconversão para outra carreira vocacional e chance de mobilidade social, já que elas são a primeira geração da família a atingir esse nível de ensino. Para os homens, a dupla carreira se estabelece mais precocemente, na infância e se torna, na idade adulta, conciliação com o trabalho, pois, com exceção de uma pequena parcela, a maioria não é remunerada para jogar. Essas diferenças demonstram a desigualdade de desenvolvimento do futsal entre os gêneros.

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Publicado

2021-05-05

Edição

Seção

Artigos Originais

Como Citar

1.
Dupla carreira e mobilidade social no futsal brasileiro: diferenças entre homens e mulheres. JPhysEduc (Maringá) [Internet]. 5º de maio de 2021 [citado 10º de junho de 2026];32(1):e-3249. Disponível em: https://periodicos.uem.br/ojs/index.php/RevEducFis/article/view/52703