Corpo, cuidado e resistência na docência: uma leitura ecofeminista e autoetnográfica

Autores

DOI:

https://doi.org/10.4025/jphyseduc.v37i1.3720

Palavras-chave:

corpo, violência doméstica, docência, cuidado, ecofeminismo

Resumo

Este texto, recorte de dissertação construída por meio de uma narrativa autoetnográfica, revisita experiências pessoais e profissionais marcadas por violências simbólicas e explícitas, sobrecarga emocional, silenciamentos institucionais e práticas de resistência no contexto da docência. O objetivo é compreender como corpo, cuidado o lazer são dimensões negligenciadas na trajetória docente, revelando tensões entre o cotidiano escolar e os condicionantes sociais que atravessam a vida das mulheres. Como material e método, utilizou-se a autoetnografia como ferramenta de análise crítica, articulando vivência e reflexão. Os resultados apontam que a docência é atravessada por estruturas patriarcais, capitalistas e coloniais que naturalizam a abnegação feminina, invisibilizam o sofrimento e desvalorizam o cuidado como prática pedagógica. A reconstrução subjetiva, a partir do enfrentamento da violência doméstica, revela que a educação pode ser espaço de transformação, desde que sustentada por práticas afetivas, críticas e libertadoras. Conclui-se que a escrita autoetnográfica é uma ferramenta para compreender a docência como prática situada, política e sensível.

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Publicado

2026-06-20

Edição

Seção

Dossiê temático Mulheres, decolonialidade e cultura física

Como Citar

1.
Viana Figueiró T, Tortola ERC. Corpo, cuidado e resistência na docência: uma leitura ecofeminista e autoetnográfica. JPhysEduc (Maringá) [Internet]. 20º de junho de 2026 [citado 21º de junho de 2026];1(37):e-3720. Disponível em: https://periodicos.uem.br/ojs/index.php/RevEducFis/article/view/79254