Covid-19 e influência da restrição social na atividade física de crianças e adolescentes
DOI:
https://doi.org/10.4025/jphyseduc.v33i1.3348Palavras-chave:
Infância, Adolescência, Atividade Física, Sedentarismo, CoronavírusResumo
Os objetivos deste estudo foram verificar a influência dos procedimentos adotados para conter a pandemia da covid-19 nos níveis de atividade física (AF) de crianças e adolescentes e verificar se há diferenças entre os sexos e faixas etárias. Foi realizada uma revisão rápida de literatura, com busca em periódicos disponíveis nas bases de dados PubMed, Scopus e Web of Science, utilizando as palavras-chaves: Crianças, Adolescentes, Exercício Físico, Atividade Física e Covid-19. Dos 449 estudos identificados, 17 foram selecionados pelo critério de conter dados referentes a antes e durante o período de restrição social no mesmo estudo. Com exceção de um artigo, a síntese dos resultados indicou diminuição dos níveis de AF e aumento do tempo em atividades de tela durante o período de restrição social, em maior proporção para adolescentes e para o sexo feminino. Os resultados são mais próximos entre países da mesma região do que entre diferentes continentes, devido à s diferenças no ambiente sociocultural em que os jovens vivem, incentivados principalmente pelos seus responsáveis. Do ponto de vista da saúde pública, deve existir uma preocupação com a continuidade desse padrão de comportamento após o término da pandemia, o que aumentaria ainda mais o risco de problemas já existentes, como atrasos no desenvolvimento motor, sobrepeso, obesidade, doenças cardiovasculares e diabetes na vida adulta.
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