Decolonizando a cultura física das mulheres: estratégias de comunicação para o fitness contemporâneo entre mulheres muçulmanas
DOI:
https://doi.org/10.4025/jphyseduc.v37i1.3715Palavras-chave:
Estratégias de comunicação, Mulheres muçulmanas, Cultura física, Perspectivas pós-coloniais, Comunicação em saúde, Fitness centrado nas mulheresResumo
Este estudo investiga como o fitness é comunicado, vivenciado e sustentado entre mulheres muçulmanas na Malásia, com foco nas perspectivas de descolonização da cultura física de mulheres muçulmanas. Com base em estudos pós-coloniais, a pesquisa questiona a predominância de paradigmas de fitness centrados no Ocidente, examinando como estratégias de comunicação culturalmente responsivas enfrentam restrições socioculturais, ao mesmo tempo em que ressignificam a participação das mulheres em exercícios estruturados como uma prática de saúde e uma intervenção decolonial. Foi empregado um desenho qualitativo, com entrevistas semiestruturadas realizadas com cinco treinadoras, cada uma com mais de dez anos de experiência no trabalho com mulheres muçulmanas de meia-idade. As entrevistas, realizadas entre janeiro e março de 2025, foram transcritas, traduzidas e analisadas tematicamente, com a confiabilidade assegurada por meio de reflexividade, trilhas de auditoria e descrição densa. Os achados revelaram três temas centrais: fatores motivacionais que influenciam a participação; estratégias de comunicação que apoiam a descolonização da cultura física de mulheres muçulmanas; e abordagens fundamentadas sugeridas para sustentar práticas contemporâneas de fitness. Os resultados ressaltam a importância de espaços de fitness culturalmente situados, que promovam segurança, inclusão e empoderamento, ao mesmo tempo em que favorecem a saúde de longo prazo, o bem-estar psicossocial e o envelhecimento ativo entre mulheres muçulmanas. Essas estratégias são compreendidas como intervenções decoloniais na medida em que resistem a ideais homogeneizadores de fitness e, em vez disso, colocam em primeiro plano práticas corporificadas enraizadas em contextos socioculturais locais. Ao situar as experiências de exercício das mulheres em suas realidades vividas na Malásia, o estudo demonstra que uma comunicação comunitária e culturalmente sensível pode tanto ampliar benefícios imediatos à saúde quanto contribuir para trajetórias mais longas de envelhecimento ativo e saudável.
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