(In)justiça na avaliação escolar: concepções em jogo nos conselhos de classe

Autores/as

  • Vanessa Petró Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio grande do Sul - Campus Feliz Autor/a

DOI:

https://doi.org/10.4025/revurut.vi36.39456

Palabras clave:

Justiça, avaliação, conselho de classe

Resumen

O direito à educação, apregoado pelas sociedades contemporâneas, enfrenta obstáculos, tais como a qualidade do ensino e a permanência na escola. A avaliação escolar apresenta-se como um elemento central para pensar essa questão, pois ela pode expressar formas de exclusão escolar e social. Este artigo faz uma reflexão sobre um dos espaços mais emblemáticos da avaliação, que é o momento dos conselhos de classe, onde são reunidos professores e gestão escolar para discutir a aprovação/reprovação dos estudantes. Neste estudo, objetiva-se analisar as concepções de justiça que orientam a decisão dos professores sobre o resultado da avaliação atribuída aos estudantes. A pesquisa qualitativa foi realizada com base no método etnográfico, utilizando a técnica de observação participante em sete conselhos de classe referente a turmas do ensino médio de uma escola pública ao longo de um ano letivo. Os resultados apontam que os professores consideram aspectos sobre as diferenças que permeiam os percursos de vida e escolar dos estudantes e as desigualdades sociais para decidir sobre a aprovação. Ressalta-se uma concepção de justiça que justifica a aprovação pelo conselho de classe como uma forma de proteção dos vulneráveis.

Biografía del autor/a

  • Vanessa Petró, Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio grande do Sul - Campus Feliz

    Professora de Sociologia do IFRS/Campus Feliz

Publicado

2017-12-28

Número

Sección

Pensamento Social

Cómo citar

Petró, V. (2017). (In)justiça na avaliação escolar: concepções em jogo nos conselhos de classe. Revista Urutágua, 36, 223-241. https://doi.org/10.4025/revurut.vi36.39456