A SAÚDE E A APARÊNCIA DAS MULHERES NA OBRA DE CURIS MULIERUM DE TRÓTULA (SALERNO - SÉCULOS XI E XII)

Autores

  • Andressa Rocha Lima Universidade Estadual de Goiás/Câmpus Cora Coralina Autor
  • Maria Dailza da Conceição Fagundes Universidade Estadual de Goiás/Câmpus Cora Coralina Autor https://orcid.org/0000-0001-9974-041X

DOI:

https://doi.org/10.4025/notandum.vi56.57%201187

Resumo

A medicina medieval reserva em seus escritos médicos espaço para abordar questões referentes aos cuidados com a saúde corporal e a aparências das mulheres. A obra De Curis Mulierum (Tratamento para as Mulheres), atribuída à Trótula, uma médica do Sul da Itália pertencente à Escola Médica de Salerno, é um exemplo concreto das preocupações e práticas femininas quanto à aparência e ao bem-estar do corpo, sobretudo no âmbito doméstico. O tratado é um composto ginecológico escrito entre os séculos XI e XII, constituído por 109 receitas, que se dividem em assuntos ginecológicos, doenças das mulheres e cosmética. As prescrições terapêuticas indicadas no De Curis Mulierum baseiam-se nos saberes das matrizes antigas e árabes, decorrentes do contato com a série de traduções realizadas no Monte Cassino, iniciadas por Constantino, o Africano (1022-1187). Nesta perspectiva, propomos neste artigo, identificar nas receitas da fonte em análise os ingredientes, o modo de preparo e sua aplicação com base nas teorias médicas das auctoritates antigas e árabes.

Biografia do Autor

  • Andressa Rocha Lima, Universidade Estadual de Goiás/Câmpus Cora Coralina

    Graduada em História pela Universidade Estadual de Goiás (UEG) – Campus Cora Coralina.

  • Maria Dailza da Conceição Fagundes, Universidade Estadual de Goiás/Câmpus Cora Coralina

    Doutora em História pela Universidade Federal de Goiás (UFG). Professora da Universidade Estadual de Goiás (UEG) – Campus Cora Coralina.

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Publicado

2021-02-01

Edição

Seção

Artigos

Como Citar

A SAÚDE E A APARÊNCIA DAS MULHERES NA OBRA DE CURIS MULIERUM DE TRÓTULA (SALERNO - SÉCULOS XI E XII). (2021). Notandum, 56, 23-37. https://doi.org/10.4025/notandum.vi56.57 1187