Aura e remasterização

Um estudo sobre o impasse jurídico, técnico e artístico na remasterização dos três primeiros álbuns de João Gilberto

Autores

  • Alan Marques de Pinho Mestrando em Ciências da Religião pela Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF)
  • Arthur Vasconcelos da Costa Mestrando em História Social pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ)

DOI:

https://doi.org/10.4025/29a.v6.i10.79576

Palavras-chave:

Aura, Bossa Nova, Direitos Autorais, João Gilberto, Remasterização

Resumo

Este artigo analisa o impasse jurídico, técnico e artístico envolvendo a remasterização dos três primeiros álbuns de João Gilberto – Chega de Saudade (1959), O Amor, o Sorriso e a Flor (1960) e João Gilberto (1961) – à luz das teorias da indústria cultural (Adorno & Horkheimer, 1982), da reprodutibilidade técnica (Benjamin, 1987) e dos direitos autorais. Objetiva-se compreender como a defesa intransigente da integridade artística por parte de Gilberto colidiu com a lógica da indústria fonográfica, resultando no virtual desaparecimento dessas obras do acesso público. Metodologicamente, recorre-se à análise documental de processos judiciais, ao podcast Rádio Novelo Apresenta e a entrevistas com técnicos envolvidos, articulando uma interpretação teórica do caso como síntese das contradições entre arte e mercadoria na cultura brasileira.

 

Referências

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Publicado

2026-06-16

Como Citar

PINHO, Alan Marques de; COSTA, Arthur Vasconcelos da. Aura e remasterização: Um estudo sobre o impasse jurídico, técnico e artístico na remasterização dos três primeiros álbuns de João Gilberto. 29 de abril: Revista de História, [S. l.], v. 6, n. 10, p. 152–174, 2026. DOI: 10.4025/29a.v6.i10.79576. Disponível em: https://periodicos.uem.br/ojs/index.php/revhist29abril/article/view/79576. Acesso em: 29 jun. 2026.