Educação ambiental intercultural no Estado do Acre, Amazônia Brasileira

Heitor Queiroz Medeiros, Michèle Tomoko Sato

Resumo


O Estado do Acre é o lugar onde intensas lutas foram travadas para garantir a vida dos povos da floresta, os quais têm uma cultura própria e conhecimento profundo do ambiente onde vivem, contra a hegemonia de um paradigma dominante de uma sociedade hegemônica e excludente. Os indígenas, seringueiros e ribeirinhos, organizados e mobilizados por uma causa de vida ou morte, têm muito que ensinar à sociedade, gerando amplas repercussões e transformações nas formas de pensar e agir. Conhecendo a história de seu povo e o seu rico ambiente, é possível se pensar um cardápio próprio para ser desenvolvido no Acre. Vêm sendo desenvolvidas, no Estado, algumas iniciativas bastante interessantes no sentido da busca de uma convivência harmônica entre gente e natureza, valorizando os conhecimentos e as trajetórias de vida, numa perspectiva de envolver o educando para protagonizar o seu processo de aprendizagem, na tentativa de emancipação e mudança/fortalecimento de uma concepção de relação entre pessoas e com o ambiente, que poderá contribuir para um futuro mais promissor.

 


Palavras-chave


educação ambiental; povos da floresta; sustentabilidade

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DOI: http://dx.doi.org/10.4025/actascihumansoc.v35i2.22476



ISSN 1679-7361 (impresso) e ISSN 1807-8656 (on-line) e-mail: actahuman@uem.br

 

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