Marcovaldo, de Ítalo Calvino: sobre a busca e a (im)possibilidade do convívio ecológico

Márcio Matiassi Cantarin

Resumo


 Ao considerar, com Cheryll Glotfelty, que “[...] ecocriticism seeks to evaluate texts and ideas in terms of their coherence and usefulness as responses to environmental crisis” (1996, p. xx), e entendendo que a referida crise diz respeito não apenas à ecologia do meio ambiente, mas também à das relações sociais e da psique, como elucida Félix Guattari (1990), este texto pretende explorar o discurso de Italo Calvino nos contos de Marcovaldo ovvero Le stagioni in città (1963), como resposta à crise ecológica resultante da conjuntura instável que a sociedade humana experimenta na presente fase da modernidade. Além das ideias dos dois teóricos já mencionados, serão utilizadas as de Greg Garrard (2006) e de Michel Serres (1991). Não se pretende, a respeito da obra referida, esgotar qualquer possibilidade de análise; antes, pretende-se dar indicações que possam servir de base a outros estudos, posto que cada conto da coletânea guarda um grande potencial para leitura ecocrítica e, portanto, para uma resposta em termos de conscientização sobre a crise ecológica, advinda senão da crise de percepção do lugar do homem na natureza.

 


Palavras-chave


ecosofia; ecocrítica; literatura e meio ambiente.

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DOI: http://dx.doi.org/10.4025/actascilangcult.v40i1.33716





ISSN 1983-4675 (impresso) e 1983-4683 (on-line) e-mail: actalan@uem.br

  

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