‘Um pensamento insone’: os perigos do símbolo em Moby Dick, de Herman Melville
DOI:
https://doi.org/10.4025/actascilangcult.v37i1.23472Palavras-chave:
Moby Dick, símbolos, instabilidadeResumo
Este artigo investiga a instabilidade dos símbolos em Moby Dick, de Herman Melville, e o perigo que a leitura simbólica representa tanto para os marujos do Pequod, navio capitaneado por Ahab, quanto para os leitores do romance. Se Ishmael, por um lado, habita as fronteiras do texto e por isso converte-se na única testemunha possível do naufrágio, ou seja, aquela que apaga seus traços identitários para poder narrar o que vivenciou, Ahab, por outro lado, investe na suposta concretude dos símbolos e, assim, desfaz-se juntamente com a dissolução do sentido primeiro atribuído à busca pela baleia branca, Moby Dick. Com o naufrágio do Pequod, o símbolo explicativo submerge para dar lugar a uma textualidade errante.
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Copyright (c) 2026 André Cechinel, Gladir da Silva Cabral

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