Práticas de leitura no livro didático: a falta do prazer da leitura na formação do leitor
DOI:
https://doi.org/10.4025/actascilangcult.v42i2.52754Palavras-chave:
livro didático; ensino; leitura; prazer; competência leitora.Resumo
Este artigo tem por objetivo investigar o modo como o livro didático (LD) de Língua Portuguesa (LP) propõe o trabalho com o ensino da leitura, analisando se este material apresenta leituras desvinculadas de atividades de estudo-interpretação do texto, denominadas de ‘leituras por prazer’ ou ‘fruição’, como estratégia de ensino para formação do leitor competente. Esta pesquisa fundamenta-se em estudos sobre leitura de Geraldi (1984), Eco (1986), Chartier (1994, 2001), Manguel (1997), Souza (1999) e Colomer (2007). O LD corpus da pesquisa é destinado ao 9º ano do Ensino Fundamental (EF), ‘Projeto Telaris: português’ (Borgatto, Bertin, & Marchezi, 2017). Os resultados demonstraram que, nas cinquenta e cinco propostas de leitura apresentadas na Unidade 1 desse manual, foram identificados ‘oito objetivos’ diferentes para a realização de leitura. Entretanto, dentre eles, não se verificou a presença de nenhuma proposta cujo objetivo fosse exclusivamente a fruição. Constatação preocupante, pois a leitura fruição, no LD, poderia servir como importante estratégia de ensino para a formação do leitor.
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