• História Pública: interfaces entre o analógico e o digital na construção, usos e públicos da história

    2025-12-15

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    A revista DIÁLOGOS do Departamento e do Programa de Pós-Graduação em História da Universidade Estadual de Maringá (UEM) convida a todos os pesquisadores interessados a submeterem artigos inéditos para o seu dossiê História Pública: interfaces entre o analógico e o digital na construção, usos e públicos da história.

    Em um cenário marcado pela intensificação das tecnologias de comunicação, pela circulação acelerada de narrativas e pelo papel central das plataformas digitais na constituição da cultura histórica contemporânea, torna-se fundamental refletir sobre as interfaces entre ambientes analógicos e digitais. As práticas historiográficas não se deslocaram integralmente para o espaço virtual, mas passaram a operar em um regime híbrido, no qual documentos, memórias, linguagens, suportes e públicos se entrecruzam.

    O objetivo é selecionar e publicar textos que contribuam para a compreensão das relações entre historiografia, mediação cultural, usos públicos do passado e tecnologias, ressaltando a necessidade de repensar os modos de participação social, de engajamento comunitário e de circulação pública da história. Oferecer um espaço de reflexão crítica e interdisciplinar que articule epistemologia, metodologia, mediações digitais e práticas sociais, aproximando debates sobre patrimônio, memória, ensino, acervos e produção de narrativas históricas em múltiplas plataformas.

    A proposta é discutir como as transformações tecnológicas, a cultura digital e as novas modalidades de participação social têm impactado a escrita, a pesquisa e a circulação pública da história. Porém, embora o digital ocupe posição de destaque nas discussões contemporâneas, o dossiê enfatiza a permanência da dimensão analógica, fundamental para a produção do conhecimento histórico e para as práticas de História Pública. Arquivos físicos, documentos manuscritos, objetos, monumentos, espaços urbanos, performances de memória e interações presenciais continuam constituindo bases essenciais para a pesquisa e para a mediação com diferentes públicos. O analógico não é substituído pelo digital, mas atua como seu contraponto crítico, oferecendo materialidade, corporeidade e experiência sensível que nenhum ambiente virtual pode reproduzir integralmente. Ao valorizar práticas como visitas a arquivos, observação direta de acervos, trabalho de campo, ações comunitárias e encontros formativos presenciais, o dossiê propõe pensar a História Digital como um campo que se constrói em constante diálogo com as formas tradicionais de produção historiográfica e com a cultura material do passado. Desse modo, busca-se compreender como o hibridismo entre analógico e digital enriquece a escrita da história e amplia as possibilidades de participação pública nas narrativas históricas. A expansão das humanidades digitais, a disseminação de arquivos online, a produção colaborativa de conteúdos, as redes sociais, os podcasts, os vídeos e as plataformas de divulgação historiográfica colocam novos desafios à prática do historiador, exigindo novas competências de leitura, criação e mediação.

    Interessa compreender de que modo o digital não substitui, mas dialoga com o analógico, criando zonas de intersecção que redefinem a relação entre fonte, narrativa e público. Pretende-se reunir artigos que analisem temas como:

    • mediações públicas do passado em ambientes virtuais e presenciais;

    • ações de História Pública que integrem acervos físicos e digitais;

    • curadoria de conteúdos históricos em redes sociais;

    • museus híbridos e processos de digitalização patrimonial;

    • metodologias digitais aplicadas à pesquisa histórica;

    • mapas interativos, banco de dados, humanidades espaciais e ferramentas de visualização;

    • implicações éticas, políticas e epistemológicas das tecnologias na construção da cultura histórica contemporânea.

    O dossiê também recebe reflexões sobre a presença da inteligência artificial na produção historiográfica, questionando como algoritmos, modelos de linguagem e plataformas automatizadas influenciam a mediação do passado e a formação de públicos. Busca-se problematizar a autoria, os regimes de verdade, os processos de validação e a circulação de narrativas produzidas em ecossistemas algorítmicos.

    Ao integrar contribuições teóricas e empíricas, nacionais e internacionais, pretende-se mapear novas fronteiras da História Pública e da História Digital, discutindo como historiadores têm atuado como mediadores entre memórias, comunidades e tecnologias. Mais que uma reflexão técnica, trata-se de um convite a repensar o papel social do historiador no século XXI, suas responsabilidades na esfera pública e as novas formas de escrita da história que emergem na articulação entre o analógico e o digital.



    Organizadores:

    Arnaldo Szlachta

    Universidade Estadual de Maringá (UEM) Maringá-PR, BR

    https://orcid.org/0000-0001-5839-8224

    Sara Dias-Trindade

    Universidade do Porto-FLUP/CITCEM (U.Porto). Porto-OPO, PT

    https://orcid.org/0000-0002-5927-3957

    Marta Rovai

    Universidade Federal de Alfenas (UNIFAL). Alfenas-MG, BR

    https://orcid.org/0000-0003-0769-0748



    Período de submissão: 01 de fevereiro a 31 de março de 2026



    Submissão dos artigos: As diretrizes para os autores e as normas para submissão e publicação encontram-se na página online da revista, que pode ser acessada pelos links abaixo. Pedimos gentilmente que leiam com atenção as seções antes de submeterem os textos.

    https://periodicos.uem.br/ojs/index.php/Dialogos

    http://periodicos.uem.br/ojs/index.php/Dialogos/about/submissions#authorGuidelines

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  • Cultura histórica, usos del pasado y desafíos de la enseñanza y el aprendizaje en contextos escolares y no escolares

    2025-05-05

    Dossiê_Cultura_histórica,_usos_do_passado._._._vers_final_2.pngPresentación

    La propuesta de este dossier se basa en dos supuestos interdependientes. En primer lugar, la enseñanza y el aprendizaje de la Historia no se limitan a los espacios escolares formales, sino que también ocurren en entornos no formales, como lugares públicos, plazas, museos y comunidades (GREVER; ADRIAANSEN, 2017). En segundo lugar, la enseñanza y el aprendizaje de la Historia no solo involucran los contenidos que tradicionalmente se transmiten en el aula a través de materiales de enseñanza o mediante presentaciones de los profesores, sino que también incluyen ideas, conocimientos, memorias colectivas y múltiples y narrativas que forman la base de la cultura histórica de la sociedad (RÜSEN, 2012), y facilitan el desarrollo del pensamiento crítico basado en el conocimiento histórico (EPSTEIN; PECK, 2018) (LÉVESQUE; CROTEAU, 2020).

    La enseñanza de la Historia en la actualidad requiere comprender que vivimos un período desafiante, caracterizado por el auge de proyectos políticos populistas conservadores que revelan comportamientos y actitudes autoritarias y neofascistas por parte de sus seguidores, con repercusiones en la educación. Además, en los medios sociales y digitales (transmedia: MUÑOZ-MUÑOZ; ORTUNO-MOLINA; MOLINA-PUCHE, 2024), existe una amplia producción de contenidos sobre temas históricos que a menudo sirven para propagar narrativas revisionistas y negacionistas, con el objetivo de desacreditar la historiografía producida por los historiadores (BONETE; MANKE, 2023). Por tanto, enseñar Historia, en contextos formales e informales, significa actuar en la primera línea de resistencia contra la desinformación, las fake news y el negacionismo histórico y científico, apostando por el potencial transformador y reflexivo del conocimiento histórico (NAPOLITANO, 2021). Así, este dossier busca fomentar un diálogo crítico y reflexivo para promover la resistencia contra la desinformación y la construcción de una sociedad más cercana a la ciencia histórica (PALMA VALENZUELA, 2020).

    Las consideraciones aquí enumeradas constituyen el foco de los artículos que pretendemos plasmar para la composición de este dossier, cuyos objetivos son:



    - reflexionar sobre las diferentes implicaciones de los usos del pasado en la enseñanza y el aprendizaje de la historia en contextos escolares y no escolares;

    - identificar las intersecciones entre la cultura histórica y la enseñanza de la Historia en los espacios públicos;

    - discutir las relaciones con la cultura escolar y la formación de identidades y conciencia histórica;

    - pensar en cómo el contenido con temas históricos producido en los medios sociales y digitales impacta el trabajo docente;

    - debatir la producción y circulación del conocimiento histórico en diálogos con la cultura histórica, la cultura escolar, la cultura digital y la difusión científica.



    La presencia de ideas pseudohistóricas y anticientíficas, a menudo amplificadas a través de las redes sociales y otras plataformas digitales, plantea un desafío importante para la enseñanza de la historia. Estas narrativas tienden a simplificar, distorsionar o manipular hechos históricos para favorecer agendas ideológicas específicas, contribuyendo a la formación de conceptos erróneos dañinos sobre el pasado. Por lo tanto, es esencial que los educadores e investigadores participen activamente en la identificación y análisis de estas ideas, comprendiendo sus orígenes, motivaciones y los mecanismos por los cuales se difunden.

    La comunidad académica y los educadores deben posicionarse como defensores activos del conocimiento histórico basado en evidencia, participando en debates públicos y utilizando diversas plataformas para difundir información precisa y contextualizada. Promover un diálogo crítico e informado sobre el pasado es esencial para fortalecer la conciencia histórica y contribuir a la formación de una ciudadanía comprometida.

    En este sentido, al justificar la propuesta de este dossier, pretendemos contribuir a la formación de individuos que puedan desempeñar el papel de ciudadanos responsables, informados, capaces de problematizar la realidad, considerando la difusión de ideas históricas problemáticas en el contexto actual. En una sociedad donde circulan ampliamente ideas pseudocientíficas o anticientíficas, la discusión sobre los usos y abusos del pasado, en contextos escolares y no escolares, se convierte en una urgencia social.



    Organizadores

    Dr. Wilian Junior Bonete (UFPel, Brasil)

    http://lattes.cnpq.br/7339543110127451

    https://orcid.org/0000-0003-0971-4192

    Drª. Márcia Elisa Teté Ramos (UEM, Brasil)

    http://lattes.cnpq.br/8930281888608344

    https://orcid.org/0000-0001-5299-2935

    Dr. Sebastián Molina Puche (UM, Espanha)

    http://webs.um.es/smolina

    http://murcia.academia.edu/SebastiánMolinaPuche

    https://orcid.org/0000-0003-1469-2100



    ENVÍOS

    Los artículos deben presentarse en la sección Dossier. Las directrices para los autores y las normas de envío y publicación se encuentran en el sitio web de la revista, accesible a través de los enlaces que aparecen a continuación. Les rogamos que lean atentamente las secciones antes de enviar sus textos.

    http://www.dialogosuem.com.br/

    http://periodicos.uem.br/ojs/index.php/Dialogos/about/submissions#authorGuidelines



    FECHA LÍMITE PARA LA PRESENTACIÓN DE TRABAJOS

    Inicio: 1 de junio de 2025

    Fin: 31 de julio de 2025



    Referencias

    BONETE, Wilian Junior; MANKE, Lisiane Sias. Sobre os sentidos e os efeitos do passado no presente: a presença da temática nazista em uma conversa no episódio 545 do programa Flow Podcast. Revista Aedos, v. 15, n. 34, 2023.

    EPSTEIN, Terrie; PECK, Carla L. Introduction. In EPSTEIN, Terrie; PECK, Carla L. (eds.). Teaching and learning difficult histories in international context. A critical sociocultural approach. Routledge, 2018. https://www.routledge.com/Teaching-and-Learning-Difficult-Histories-in-International-Contexts-A-Critical-Sociocultural-Approach/Epstein-Peck/p/book/9780367887537

    GREVER, Maria; ADRIAANSEN, Robbert-Jan. Historical culture: A concept revisited. Palgrave handbook of research in historical culture and education, p. 73-89, 2017.

    LÉVESQUE, Stéphane; CROTEAU, Jean-Philippe. Beyond history for historical consciousness: Students, narrative, and memory. University of Toronto Press, 2020.

    MUÑOZ-MUÑOZ, Pablo; ORTUNO-MOLINA, Jorge; MOLINA-PUCHE, Sebastian. The influence of transmedia and extra-academic narratives on the formation of the historical culture of high school students. In: Frontiers in Education. Frontiers Media SA, 2024. p. 1295500. doi: 10.3389/feduc.2023.1295500

    NAPOLITANO, Marcos. Negacionismo e Revisionismo histórico no século XXI. PINSKY, Jaime; PINSKY, Carla Bassanezi. Novos combates pela história: Desafios-Ensino. São Paulo: Contexto, p. 85-114, 2021.

    RÜSEN, Jörn. Forming historical consciousness–Towards a humanistic history didactics. Antíteses, v. 5, n. 10, p. 519-536, 2012. https://www.redalyc.org/pdf/1933/193325796002.pdf

    RAMOS, Márcia Elisa Teté. Considerações sobre a construção da história escrita, ensinada e divulgada através da matriz disciplinar de Jörn Rüsen. Diálogos. Maringá, v. 22, n. 3, 2018. https://periodicos.uem.br/ojs/index.php/Dialogos/article/view/45349

    PALMA VALENZUELA, Andrés et al. Enseñar Ciencias Sociales entre riesgos e incertidumbres. Didácticas Específicas, 22, p. 88–103, 2020. https://doi.org/10.15366/didacticas2020.22.006



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  • DOSSIER ENRIQUE DUSSEL: LECTURAS DECOLONIALES CON EL FILÓSOFO DE LA LIBERACIÓN

    2024-07-23

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    La Revista Diálogos, Universidad Estadual de Maringá del Programa de Postgrado en Historia UEM – PPH en Maringá-PR, Brasil, convoca al Dossier monográfico titulado: Enrique Dussel: lecturas decoloniales con el filósofo de la liberación, organizado por Milagros Elena Rodríguez, Universidad de Oriente, Venezuela.


    Don Enrique Domingo Dussel Ambrosini, quien nace en la provincia de Mendoza, Argentina el 24 de diciembre de 1934 en su país de nacimiento obtiene la licenciatura en filosofía en la Universidad Nacional de Cuyo. Entre su andar en su país México donde fue naturalizado que lo acogió muere en la Ciudad de México el 5 de noviembre de 2023; su don de educador lo hacen destacar como un académico, filósofo, historiador y teólogo; entre otras actividades de formación y praxis.


    El padre de la filosofía de la liberación Enrique Dussel, esta pleno de una ética de la liberación se fue forjando desde el año 1973, hasta llegar a la cúspide en 1998 publicando su obra magnífica: Ética de la liberación, voz que sigue en sus escritos, con su ejemplo por eso la voz y pensamiento de Enrique Dussel resuenan con fuerza y continúan en la lucha por la dignidad y la liberación, fueron unas de las palabras de la senadora Gloria Sánchez Hernández de Morena el 3 de noviembre de 2023, quien llevó el discurso en el Senado de México en homenaje al filósofo de la liberación.


    Éste dossier tiene como objetivo reunir artículos que aborden el legado de Don Enrique Dussel y su accionar como ser humano. La respuesta a la interpelación: ¿Qué es ser Dulseniano? Para pensarnos en la transmodernidad, ¿Qué implicancias tiene el prefijo trans, más allá en el filósofo de la liberación? “Ese más allá (trans) indica el punto de arranque desde la exterioridad de la modernidad, desde lo que la modernidad excluyó, negó, ignoró como insignificante, sinsentido, bárbaro, no cultural, alteridad opaca por desconocida; evaluada como salvaje, incivilizada, subdesarrollada, inferior, mero despotismo oriental, modo de producción asiático, etc. Diversos nombres puestos a lo no humano, a lo irrecuperable, a lo sin historia, a lo que se extinguirá ante el avance arrollador de la “civilización” occidental que se globaliza” (DUSSEL, 2004, p.222).


    Convenimos con el legado Dulseniano concientizarnos que el re-ligar es una práctica emergente del pensamiento filosófico transmoderno (RODRÍGUEZ, 2019); pensamiento y accionar que al ser decolonial planetario se des-liga de la vieja práctica inviable en la que es imposible ser transmoderno desde otro escenario que no sea la exterioridad de la modernidad – postmodernidad – colonialidad; sin rezagos coloniales que privilegien proyectos opresivos que actualmente pululan en el planeta.


    Las propuestas de artículos deben estar vinculadas a los ejes que componen la convocatoria temática homenaje al filósofo de la liberación, centrándose en:
    • Transmetodologías de estudio la transmodernidad, en la salvaguarda de la exterioridad de la modernidad-postmodernidad-decolonialidad.
    • Investigaciones que develen incisos para el necesario dialogo entre las culturas.
    • Filosofía de la liberación y decolonización epistemológica.
    • Epistemes a favor de la vida en el planeta, recordando que la “autovalorización, de los momentos culturales propios negados o simplemente despreciados que se encuentran en la exterioridad de la Modernidad (...) esos valores tradicionales ignorados por la Modernidad deben ser el punto de arranque de una crítica interna (DUSSEL, 2014, p.293).
    • Epistemes decoloniales a favor de la emergencias transmodernas, como el arte subversivo como liberación.
    • Estudios sobre colonialismo y ocultamiento de los pasados ​​de civilizaciones encubiertas.
    • Estudios en transteología, recobrando las palabras del filósofo de la liberación en la necesidad de una “trans-teología más allá de la teología de la cristiandad latino-germánica, eurocéntrica y metropolitana, que ignoró el mundo colonial, y en especial a las cristiandades coloniales (DUSSEL, 2017, p.300).
    • Revisiones críticas de las políticas de la liberación.
    • Prácticas reparadoras y políticas de la estética en la producción de Enrique Dussel.
    • El discurso filosófico de la transmodernidad.
    • La filosofía latinoamericana ante los nuevos avenimientos falsos de la decolonialidad en estados del sur global.
    • La ética comunitaria como urgencia en lo popular y el pueblo conjuncionada con su historiografía.
    • Otras emergencias que rindan homenaje a Enrique Dussel, y que sean sus obras el interlocutor como temáticas de la Revista Diálogos.

    Envío de artículos completos en el apartado de Dossier: Enrique Dussel: lecturas decoloniales con el filósofo de la liberación
    Envió desde 01/08/2024 hasta 31/10/2024
    Edición y publicación: primero cuadrimestre de 2025

    CONSIDERACIONES
    Los artículos deberán presentarse en la sección de expediente. Las pautas para los autores y las reglas para el envío y la publicación se pueden encontrar en la página en línea de la revista, a la que se puede acceder a través de los enlaces a continuación. Le invitamos a la lectura de la normativa detalladamente y el uso de la plantilla.
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    Referencias
    DUSSEL, E. (2004). Sistema-mundo y Transmodernidad. En: BANERJEE-DUBE, Ishita y MIGNOLO, Walter (org.) Modernidades coloniales: otros pasados, historias presentes. Ciudad de México: El Colegio de México, Centro de Estudios de Asia y África, p. 201-226. DUSSEL, E. (2014). 16 tesis de economía política: Interpretación filosófica. Ciudad de México: Siglo XXI
    DUSSEL, E. (2017). Filosofías del sur. Descolonización y transmodernidad. Ciudad de México: Akal.
    RODRÍGUEZ, M. E. (2019). Re-ligar como práctica emergente del pensamiento filosófico transmoderno. Revista Orinoco Pensamiento y Praxis, 7(11), 13-35.

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  • Dossiê: Antropofagia às avessas: modernismos e decolonialidade

    2022-05-28

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    Em 1922 artistas e intelectuais da elite paulista lançaram o primeiro movimento a ver na assimilação da cultura popular uma ferramenta rica e necessária para o estabelecimento de um caráter nacional brasileiro. No centenário da Semana de Arte Moderna são, cada vez mais, artistas e ativistas das classes populares a tomarem a frente de discussões e movimentos que desvelam a diversidade cultural, étnico-racial, linguística, de identidade de gêneros e de modos de existência e expressão que constituem o Brasil. Enquanto a antropofagia, deglutição de culturas populares por parte de não populares, perde paulatinamente sua primazia, indivíduos e comunidades historicamente marginalizados buscam, sobretudo ao longo dos anos 2000, se apropriar de lugares de poder, de fala e de representatividade que antes lhes eram negados.
    O que vislumbram hoje essas vozes para a arte brasileira dos próximos cem anos? Quais as relações possíveis entre o contexto modernista da semana de 1922 e o atual? Quanto de modernidade e de colonialidade existe em 1922, e quanto em 2022? O que se entendia por moderno e o que se entende hoje? Se 1922 resultou em uma proliferação de manifestos e projetos culturais e artísticos em busca de uma suposta identidade nacional e do abandono do eurocentrismo, o que se busca em 2022? Que usos podem ser feitos e o que se pode relacionar à Semana de 22? O que fizemos com a Semana ou a partir da Semana? Se 1922 foi um embate frente a certos padrões estéticos, quais os embates de hoje? Se o Manifesto Antropófago de 1928 afirma “só me interessa o que não é meu'', o que define hoje a alteridade cultural e artística no Brasil? Fora o questionamento estético, que outros questionamentos são percebidos a partir desse contexto?
    Pode-se colocar como um dos objetivos modernistas o questionamento do clássico como única fonte da cultura, trazendo uma forma de pensar a arte acadêmica e os seus opostos: a cultura popular tradicional, as manifestações não ocidentais, os processos de criação e improvisação por agentes de diferentes contextos sociais, entre outros. Relacionada a esses objetivos está a conquista do direito à pesquisa em arte para além dos gabinetes e dos cânones: uma pesquisa de diversos pontos de vista, que inclui experimentalismos e incursões em campo, assim como os usos desses elementos pesquisados nos próprios processos de criação modernistas. Essas são questões que podem ajudar a encorajar abordagens múltiplas em torno do modernismo, do que ainda permanece ou do que é atualmente refutado.
    Um século depois, revisitar o contexto original da Semana de Arte Moderna e da cultura brasileira nos anos 1920 oportuniza reflexões, comparações e confrontos com diversas outras historicidades e periodizações, sobretudo as atuais. Se àquela época o mundo que se urbanizava, essa mudança traz vários temas sensíveis de uma forma intensa, majoritária e irreversível em diversos contextos, para a cidade, para o campo e para a floresta. Além disso, a urbanização veio acompanhada de uma internacionalização, com discussões sobre o nacional e o estrangeiro, questões que hoje suscitam uma reflexão sobre a colonialidade. Desse modo, percebe-se que, atualmente, há vários instrumentais e abordagens para se pensar o modernismo e a colonialidade de uma forma ampla.
    Este dossiê está aberto a propostas de artigos que partam de movimentos e embates provocados direta ou indiretamente pelo modernismo brasileiro, que se refletem, reproduzem ou dissolvem na atualidade. As submissões têm prazo com início em 30 de maio e término em 30 de julho de 2022.
    Sugestões de áreas temáticas para o volume, em perspectivas disciplinares ou interdisciplinares, tanto em termos de conteúdo como de linguagens:
    a) modernismo e vanguardas artísticas;
    b) literatura e arte;
    c) poesia visual, oral e cantada;
    d) música, sonoridades e ritmos;
    e) danças e corporalidades;
    f) poéticas afetivas ou políticas;
    g) patriarcado, patriarcalismo e antipatriarcado;
    h) relações étnico-raciais, de gênero e interseccionalidades,
    i) colonialidade e decolonialidade;
    j) a pesquisa modernista, a pesquisa artística e outras metodologias;
    k) antimodernismo e reacionarismo cultural.

    Organizadores e editores convidados:

    Nina Graeff
    http://lattes.cnpq.br/1228007952085711

    Maurício de Carvalho Teixeira
    http://lattes.cnpq.br/1975521535755491

    Início: 30 de Maio de 2022

    Prazo limite para envio dos originais: 30 de Julho de 2022.

    Submissão dos artigos: As diretrizes para os autores e as normas para submissão e publicação encontram-se na página online da revista, que pode ser acessada pelos links abaixo. Pedimos gentilmente que leiam com atenção as seções antes de submeterem os textos.

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  • Dossiê “Mitologias e História: entre antigos e modernos”

    2021-09-14

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    A revista DIÁLOGOS do Departamento e do Programa de Pós-Graduação em História da Universidade Estadual de Maringá (UEM) convida a todos os interessados a submeterem artigos inéditos para o seu dossiê “Mitologias e História: entre antigos e modernos”, a ser editado no segundo quadrimestre de 2022. O objetivo é publicar textos que desenvolvam um diálogo inter e transdisciplinar na metodologia e análise de temas pertinentes às relações entre Mitologia e História, consideradas a partir de seus contextos subjacentes. Quer sejam em suas dimensões sócio-culturais, linguísticas, econômicas, estéticas, éticas, políticas, ideológicas, psicológicas e/ou epistemológicas. Serão bem-vindas as abordagens que proponham perspectivas que transitem entre áreas diversas do conhecimento, como a História, Filosofia, Letras, Estudos Culturais e afins.

    Organizador

    Marco Cícero Cavallini

    Início: 15 de setembro de 2021

    Prazo limite para envio dos originais: 15 de março de 2022

    Submissão dos artigos: As diretrizes para os autores e as normas para submissão e publicação encontram-se na página online da revista, que pode ser acessada pelos links abaixo. Pedimos gentilmente que leiam com atenção as seções antes de submeterem os textos.

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  • Dossier: Imágenes interdictas. Censura y creación artística en el espacio ibérico contemporáneo>

    2021-08-08

    Convocatoria para la elaboración de un dossier

    Imágenes interdictas. Censura y creación artística en el espacio ibérico contemporáneo”

    Apertura: 15/08/2021 - Encerramento: 1/11/2021



    La revista DIÁLOGOS del Departamento de Historia y del Programa de Postgrado en Historia de la Universidade Estadual de Maringá (UEM) invita a todos los interesados a presentar artículos inéditos para su dossier "Imágenes Interdictas. Censura y creación artística en el espacio ibérico contemporáneo", que se publicará en el primer cuatrimestre de 2022. El objetivo es publicar textos de investigadores de diferentes áreas del conocimiento que abordan el problema de la censura de imágenes teniendo en cuenta el contexto histórico y cultural de los países ibéricos. Serán privilegiados abordajes interdisciplinares y actuales que se integren en las principales cuestiones científicas internacionales y en metodologías de trabajo innovadoras con resultados relevantes.

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