Natureza, razão e sociedade no Discurso sobre a origem e os fundamentos da desigualdade entre os homens de Jean-Jacques Rousseau

Autores

  • Raquel Kritsch Universidade Estadual de Londrina Autor

Palavras-chave:

Rousseau, teoria política clássica, história do pensamento político, teoria do Estado.

Resumo

O objetivo deste artigo é introduzir o leitor no pensamento político e social de Jean-Jacques Rousseau, a partir de suas reflexões no Discurso sobre a origem e os fundamentos da desigualdade entre os homens. Partindo da crítica às noções de lei e direito naturais correntes à época, Rousseau procura discutir o que teria sido a condição natural de perfeito equilíbrio dos seres humanos com o meio, antes de forjarem todas aquelas abstrações – que os afastaria definitivamente de sua condição inocente e pura – necessárias a uma vida em comum baseada na moralidade e em critérios de justiça compartilhados. Para isso, discute os aspectos físicos (ou naturais), metafísicos e morais (ou sociais) do homem selvagem para mostrar que a desigualdade é uma criação humana ligada ao progresso da perfectibilidade diante do livre arbítrio e, sobretudo, aos desenvolvimentos sociais e morais dos seres humanos na vida em coletividade (a determinação do bom, do justo, do virtuoso nas sociedades ditas civilizadas). Por fim, são brevemente apontadas as críticas políticas feitas pelo autor às sociedades “civilizadas” – para ele, injustas porque desiguais em seu fundamento – até então conhecidas.

Biografia do Autor

  • Raquel Kritsch, Universidade Estadual de Londrina

    Doutora em Ciência Política pela Universidade de São Paulo (USP) e Professora de Ciência Política junto ao Departamento e ao Programa de Pós-Graduação em Ciências Sociais da Universidade Estadual de Londrina.

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Publicado

2011-03-01

Edição

Seção

Clássicos da Política - Textos Didáticos-Pedagógicos

Como Citar

Kritsch, R. (2011). Natureza, razão e sociedade no Discurso sobre a origem e os fundamentos da desigualdade entre os homens de Jean-Jacques Rousseau. Revista Espaço Acadêmico, 10(118), 78-91. https://periodicos.uem.br/ojs/index.php/EspacoAcademico/article/view/12649