Epistemes da violência nas fronteiras do México e Brasil

Autores

  • Carlos Eduardo Góngora Sánchez UNIVERSIDADE ESTADUAL DE SANTA CRUZ Autor

Palavras-chave:

Palavras-chave: Narcotráfico; Neoliberalismo; Epistemologias; Capitalismo gore.

Resumo

O presente trabalho visa discutir a reprodução da violência em zonas fronteiriças do México e do Brasil. As cidades de Ciudad Juárez e Foz do Iguaçu são zonas fronteiriças marcadas pelos processos do neoliberalismo, onde o narcotráfico e as violências se agudizaram nos últimos anos. Sendo a violência misógina e de gênero constitutivas do Estado heteronormativo, analisaremos à luz da epistemologia como são formadas estas dinâmicas propostas pelo capitalismo gore que transfere os passivos humanos e ambientais a zonas com pouca regulação do Estado. Pensamos nessas fronteiras onde o exercício de violência contra os corpos é desproporcional, porque evidenciam as arbitrariedades próprias do controle necropolítico e levam-nos a refletir sobre a exacerbação da violência como meio para produzir riqueza no mundo atual. 

Biografia do Autor

  • Carlos Eduardo Góngora Sánchez, UNIVERSIDADE ESTADUAL DE SANTA CRUZ

    Graduado en Antropología Social pela Universidad Autónoma de Yucatán e mestre em Estudos Latino-Americanos (PPG-IELA) pela Universidade Federal da Integração Latino-Americana (UNILA). Atualmente é doutorando do Programa de Pós-Graduação em Letras: Linguagens e Representações, pela Universidade Estadual de Santa Cruz (UESC), Bahia.  Membro do Grupo de Pesquisa Literatura Brasileira e Contextos Autoritários (CNPq-PROPP-UESC). Pesquisador das narrativas do crime com foco nas representações da violência na literatura latino-americana. Suas áreas de interesse incluem as relações sociedade - natureza, os estudos literários, literatura comparada, comunicação e cibercultura.

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Publicado

2024-05-31

Edição

Seção

Dossiê: Decolonizar a epistemologia: sobre diferenças e afetos

Como Citar

Epistemes da violência nas fronteiras do México e Brasil. (2024). Revista Espaço Acadêmico, 24(244), 56-66. https://periodicos.uem.br/ojs/index.php/EspacoAcademico/article/view/68773