HISTÓRIA, SUBJETIVIDADE E ARQUIVOS EM MICHEL FOUCAULT, PAUL VEYNE E GILLES DELEUZE

Autores

  • Flávia Cristina Silveira Lemos Profa. adjunta IV, DE, em Psicologia Social/UFPA. Bolsista de produtividade em pesquisa CNPQ-PQ2. Autor
  • Dolores Galindo Profa. adjunto IV em estudos da cultura contemporânea/UFMT Autor
  • Paulo de Tarso Ribeiro de Oliveira Professor associado I Psicologia Social/UFPA. Autor

DOI:

https://doi.org/10.4025/psicolestud.v21i1.29945

Palavras-chave:

História, subjetividade, documentos, pesquisa, psicologia.

Resumo

O artigo apresenta algumas ferramentas para a realização da história por meio da arqueologia, da genealogia e da cartografia com Foucault, Deleuze e Veyne. O trabalho com documentos e arquivos, na perspectiva da história da produção da subjetividade, é relevante para as pesquisas em Psicologia. O texto visa, com efeito, propor procedimentos gerais sobre os estudos históricos e apontar algumas recomendações aos que desejam manejar fontes, presentes em arquivos públicos e privados. A escrita histórica perpassa conceitos importantes para a crítica à naturalização de práticas sociais e, assim, permite operar espaços de liberdade onde pareciam existir evidências. Foucault foi nomeado, por isso, de destruidor de evidências porque delineava marteladas, a partir de Nietzsche, das camadas petrificadas dos saberes, poderes e subjetividades, os quais compõem dispositivos de governo das condutas, no presente. Assim, é possível analisar historicamente os acontecimentos em jogo, em um campo móvel e de forças heterogêneas. A história da verdade é uma problematização, a qual possibilita desnaturalizar os saberes, mover poderes e deslocar subjetividades. Historicizar é criar fissuras e espaços outros.

Downloads

Os dados de download ainda não estão disponíveis.

Biografia do Autor

  • Flávia Cristina Silveira Lemos, Profa. adjunta IV, DE, em Psicologia Social/UFPA. Bolsista de produtividade em pesquisa CNPQ-PQ2.
    Psicológa/UNESP, Mestre em psicologia e sociedade/UNESP, Doutora em História/UNESP. Bolsista de produtividade em pesquisa CNPQ-PQ02.Professora no depto de psicologia/UFPA.
  • Dolores Galindo, Profa. adjunto IV em estudos da cultura contemporânea/UFMT
    Psicóloga/UFPE. Mestre e Doutora em Psicologia Social/PUC-SP. Profa adjunta IV em estudos da cultura contemporânea/UFMT.
  • Paulo de Tarso Ribeiro de Oliveira, Professor associado I Psicologia Social/UFPA.
    Psicólogo/UNAMA. Mestre e Doutor em Saúde coletiva/ENSP. Professor Dr. Associado I em psicologia social/UFPA.

Referências

Alvarez, M. C. (1999). Michel Foucault e a ordem do discurso. Em A. M. Catani & P. Martinez. (Orgs.) Sete ensaios sobre o Collège de France. São Paulo: Cortez.
Albuquerque Jr., D. M. (2010). Discursos e pronunciamentos: a dimensão retórica da historiografia. In: Pinsky, C. B. & Luca, T. R. (Orgas.). O historiador e suas fontes. (pp. 203-25). São Paulo: Contexto.
Artières, P. (1988). “Arquivar a própria vida”. In: Estudos Históricos. Rio de Janeiro: FGV, (21).
Artières, P. (2014). Les trouvailles de l’archéologue. In: Bert, J-F. & Lamy, J. Michel Foucault. Un heritage critique. (pp. 89-96). Paris: CNRS editions.
Cardoso JR., H. R. (2001). Tramas de clio: convivências entre filosofia e história. Curitiba: Aos quatro ventos.
Castro, C. (2008). Pesquisando em Arquivos. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Ed.
Cunha, M. T. (2009). Diários pessoais: territórios abertos para a história. In: Pinsky, C. B. & Luca, T. R. de (Orgas.). O historiador e suas fontes. (pp. 251-280). São Paulo: Contexto.
Deleuze, G. (1992). Conversações. Rio de Janeiro: Editora 34.
Deleuze, G. (2004). Diálogos. Porto: Relógio D’Água.
Deleuze, G. (2005). Foucault. São Paulo: Brasiliense.
Deleuze, G. & Guattari, F. (2013). Mil platôs I: capitalismo e esquizofrenia. Rio de Janeiro: Editora 34, 1996.
Deleuze, G. & Guattari, F. (2014). Kafka. Por uma literatura menor. Belo Horizonte: Autêntica.
Farge, A. (2009). O sabor do arquivo. São Paulo: EDUSP.
Farge, A. (2011). Lugares para a história. Rio de Janeiro: Autêntica.
Foucault, M. (1999a). Vigiar e Punir: a história da violência nas prisões. (19a. ed.) Petrópolis: Vozes.
Foucault, M. (1999b). Em defesa da sociedade. Curso no Collège de France (1975-1976). (3a. ed.). São Paulo: Martins Fontes.
Foucault, M. (2008a). Segurança, território e população. São Paulo: Martins Fontes.
Foucault, M. (2008b). Nascimento da biopolítica. São Paulo: Martins Fontes.
Foucault, M. (2010). O governo de si e dos outros: curso no Collège de France (1982-1983). São Paulo: Martins Fontes.
Gil, A. C. (2008). Métodos e técnicas de pesquisa social. São Paulo: Atlas.
Gros, F. (2014). Problématisation. In: Bert, J-F & Lamy, J. Michel Foucault. Un heritage critique. (pp. 125-126). Paris: CNRS editions.
Gros, F. (2006). “O cuidado de si em Michel Foucault”. In: Rago, M. & Veiga- Neto, A. (orgs.). Figuras de Foucault. Belo Horizonte: Autêntica, p. 127‐138.
Lemos, F. C. S. & Cardoso Jr, H. R. (2009). A Genealogia em Foucault: Uma Trajetória. Psicologia e Sociedade, vol. 21 (3): pp. 353-357.
Rabinow, P. & Rose, N. (2003). The essential Foucault. New York: The Word Press.
Reis, J. C. (2014). História & teoria. Historicismo, Modernidade, Temporalidade e Verdade. Rio de Janeiro: Editora FGV.
Sforzini, A. (2014). Michel Foucault. Une pensée du corps. Paris: Presses Universitaires de France.
Veyne, P. (1979). O inventário das diferenças. História e Sociologia. São Paulo: Brasiliense.
Veyne, P. (1998). Como se escreve a história. Brasília: Editora UNB.

Arquivos adicionais

Publicado

2016-07-12

Edição

Seção

Artigos originais

Como Citar

HISTÓRIA, SUBJETIVIDADE E ARQUIVOS EM MICHEL FOUCAULT, PAUL VEYNE E GILLES DELEUZE. (2016). Psicologia Em Estudo, 21(1), 5-15. https://doi.org/10.4025/psicolestud.v21i1.29945