ESTÉTICA, CUIDADO E RESISTÊNCIA: USOS DA ESTRUTURAÇÃO DO SELF DE LYGIA CLARK
Resumo
Este artigo reflete sobre as práticas artísticas em sua relação com o corpo a partir da obra Estruturação do self da artista plástica Lygia Clark. Neste sentido, problematiza a relação entre a estética e a política, pensando-as no contexto da proposição de formas de resistência à dominação biopolítica a partir de uma ontologia política dos corpos. A obra de Lygia Clark nos fornece instrumentos capazes de acessar a experiência por meio da experimentação dos corpos com os chamados ‘objetos relacionais’. Através deles opera-se uma desconstrução sensorial que nos possibilita ressignificar os signos do poder e os dispositivos de sujeição que regulam nossa experiência a partir dos enquadramentos normativos reificados pela cultura. Tal análise foi realizada no contexto de um projeto de pesquisa envolvendo alunos e professores do curso de psicologia da Universidade Federal de Jataí-GO. Os estudos realizados se constituíram como um posicionamento frente ao cenário totalitário e extremista no qual vivemos na atualidade.
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