ESTÉTICA, CUIDADO E RESISTÊNCIA: USOS DA ESTRUTURAÇÃO DO SELF DE LYGIA CLARK

Palavras-chave: Objetos relacionais;, corpo;, resistência.

Resumo

Este artigo reflete sobre as práticas artísticas em sua relação com o corpo a partir da obra Estruturação do self da artista plástica Lygia Clark. Neste sentido, problematiza a relação entre a estética e a política, pensando-as no contexto da proposição de formas de resistência à dominação biopolítica a partir de uma ontologia política dos corpos. A obra de Lygia Clark nos fornece instrumentos capazes de acessar a experiência por meio da experimentação dos corpos com os chamados ‘objetos relacionais’. Através deles opera-se uma desconstrução sensorial que nos possibilita ressignificar os signos do poder e os dispositivos de sujeição que regulam nossa experiência a partir dos enquadramentos normativos reificados pela cultura. Tal análise foi realizada no contexto de um projeto de pesquisa envolvendo alunos e professores do curso de psicologia da Universidade Federal de Jataí-GO. Os estudos realizados se constituíram como um posicionamento frente ao cenário totalitário e extremista no qual vivemos na atualidade.

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Biografia do Autor

Breno Lemos Ramos, Universidade Federal de Jataí - UFJ

Psicólogo, graduado pela Universidade Federal de Jataí – UFJ, GO. Participante do projeto de pesquisa: Cuidado de si: Inflexões entre arte, subjetividade e clínica na obra de Lygia Clark.

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Publicado
2026-04-07
Como Citar
Montalvão Soares, F., & Lemos Ramos, B. (2026). ESTÉTICA, CUIDADO E RESISTÊNCIA: USOS DA ESTRUTURAÇÃO DO SELF DE LYGIA CLARK. Psicologia Em Estudo, 31(1). https://doi.org/10.4025/psicolestud.v31i1.63806
Seção
Artigos originais

 

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