PARTICIPACIÓN EN COOPERATIVAS DE ASENTAMIENTOS RURALES: INVESTIGACIÓN SOBRE LOS SENTIDOS DEL TRABAJO
DOI:
https://doi.org/10.4025/psicolestud.v20i4.25776Palabras clave:
Participación, sentidos, cooperativismo.Resumen
Investigaciones en diferentes áreas han mostrado una serie de problemas en el proceso de organización de empresas de autogestión en asentamientos rurales de reforma agraria. Uno de estos problemas trata de la dificultad de los trabajadores rurales en participar activamente en tales organizaciones. Para pensar acerca de este problema, este estudio tiene como objetivo investigar las fuerzas psicosociales y los significados dado por los trabajadores rurales de reforma agraria organizados en cooperativas, y que pueden explicar las formas de participación de los miembros en la gestión de la organización. Se realizó un estudio con una cooperativa del asentamiento Mario Lago, región administrativa de Ribeirão Preto, Estado de Sao Paulo, Brasil. La investigación cualitativa fue diseñada en tres etapas: la investigación teórica / bibliográfica / documental, las observaciones de las reuniones de los miembros de la cooperativa y entrevistas semiestructuradas con nueve miembros. Los resultados se analizaron por la triangulación entre las distintas fuentes de información. Destacamos que prevalecía entre los miembros la participación instrumental por la combinación de fuerzas psicosociales que han reforzado las dependencias económicas y simbólicas del grupo. Por otra parte, la cooperativa tenía la función de pertenencia para los miembros, pero sin relación con la participación real en la organización. Estas diferentes fuerzas se producían por la desproporcionalidad entre las experiencias cotidianas de los trabajadores y sus historias de vida, y por la forma como el cooperativismo se institucionalizó, tiendo como contexto la reafirmación de los intereses hegemónicos en el mundo rural.
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