PSICOTERAPIA ONLINE: DEMANDA CRESCENTE E SUGESTÕES PARA REGULAMENTAÇÃO

  • Carmelita Gomes Rodrigues Universidade de Brasília (UnB)
  • Marcelo de Araújo Tavares UnB-Departamento de Psicologia Clínica-PCL, Programa de Pós-graduação em Psicologia Clínica e Cultura- PPG-PsiCC

Résumé

A psicoterapia online é uma forma de psicoterapia, conduzida por meio de sessões síncronas via internet, ainda não permitidas no Brasil, exceto em alguns casos definidos pela resolução 011/2012, do Conselho Federal de Psicologia. Tal restrição é baseada no entendimento de que a pesquisa disponível é insuficiente para autorizar a utilização generalizada desse tipo de serviço. Estudos sobre a aliança terapêutica no atendimento psicológico, fornecido exclusivamente pela internet, mostram que o estabelecimento da relação terapêutica em chamadas online síncronas ocorre de maneira muito parecida com o que acontece em processos terapêuticos face a face, considerando tanto seus benefícios  como seus desafios. Este artigo tem como objetivos ampliar a compreensão da psicoterapia online e questionar a sua simples proibição, sinalizando os perigos implicados, vis-a-vis o aumento da demanda para o serviço e seu uso crescente, em desrespeito às restrições atuais. Este artigo também faz sugestões para a regulação do serviço no Brasil.  

Téléchargements

Les données sur le téléchargement ne sont pas encore disponible.

Bibliographies de l'auteur

Carmelita Gomes Rodrigues, Universidade de Brasília (UnB)
Psicóloga, Mestra em Psicologia Clínicapela Universidade de Brasília (UnB),Departamento de Psicologia Clínica-PCL, Programa de Pós-graduação em Psicologia Clínica e Cultura- PPG-PsiCC
Marcelo de Araújo Tavares, UnB-Departamento de Psicologia Clínica-PCL, Programa de Pós-graduação em Psicologia Clínica e Cultura- PPG-PsiCC
Psicólogo, Doutor e mestre em  Psicologia Clínica  pela United States International University;  docente do Programa de Pós-graduação em Psicologia Clínica e Cultura da UnB.

Références

Barak, A., Klein, B., Proudfoot, J. G. (2009). Defining Internet-Supported Therapeutic Interventions. Society of Behavioral Medicine, Milwaukee (EUA), 1-17.

Barnett, J. E., Scheetz, K. (2003). Technological advances and telehealth: ethics, law, and the practice of psychotherapy. In Psychotherapy: Theory, Research, Practice, Training Educational Publishing Foundation, Washington (EUA), Vol. 40,(1), 86–93.

CFP - Conselho Federal de Psicologia (2012). Resolução CFP nº 011/2012, Brasília, DF. Recuperado em 08 de maio de 2014: http://site.cfp.org.br/wp-content/uploads/2012/07/Resoluxo_CFP_nx_011-12.pdf

Childress, C. (2000). Ethical Issues in Providing Online Psychotherapeutic Interventions. Journal of Medical Internet Research, Califórnia (EUA). Recuperado em 31 de julho de 2015: http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC1761841/

Cook, J., & Doyle, C. (2002). Working alliance in online therapy as compared to face-to-face therapy: preliminary results. Cyberpsychology & Behavior, Nova York (EUA), Vol. 5, (2).

Drude, K. & Lichstein, M. (2005). Psycholigists Use of E-mail with Clients: Some Ethical Considerations. The Ohio Psychologist, 13-17.

Esparcia, A. J. (2002). La psicología de Internet y La psicología en Internet. Regulación deontológica y ética de la intervención psicológica a través de Internet. Psicologia em Revista, Belo Horizonte(MG), v. 8, (12), p. 11-23.

Fenichel e cols (2002). Myths and Realities of Online Clinical Work. Cyberpsychology & Behavior, Nova York (EUA), 5(5): 481-497. Recuperado em 12 de agosto de 2014: http://www.fenichel.com/myths/

Finfgeld, D. L. (1999). Psychotherapy in Cyberspace. Journal of the American Psychiatric Nurses Association, Virgínia (EUA).

Finn, J., & Barak, A. (2010). A descriptive study of e-counsellor attitudes, ethics, and practice. Counselling and Psychotherapy Research: Linking research with Practice, 10(4), 268-277. Recuperado em 06 de agosto de 2015 de http://construct.haifa.ac.il/~azy/F195-EcounsellorAttitudesEthicsPracticeFinn.pdf.

Fisher , C. B., Fried, A.L. (2003). Internet-mediated Psychological Services and The American Psychological Association Ethics Code. Psychotherapy: Theory, Research, Practice, Training, Educational Publishing Foundation, Washington (EUA), vol. 40, (1/2), 103–111.

Fitzgerald, T. D. ,Hunter, P., Hadjistavropoulos, T. (2010). Ethical and Legal Considerations for Internet-Based Psychoterapy. Cogniive Behavior Therapy, 39 (3), 173-187.

Hill, C. E. & Knox, S. (2009). Processing the Therapeutic Relationship. Marquette University e-Publications@Marquette (Wisconsi-EUA). Recuperado em 29 de julho de 2012: http://epublications.marquette.edu/cgi/viewcontent.cgi?article=1029&context=edu_fac

IBGE, 2013. Site oficial. Recuperado em 05 de agosto de 2015: http://www.ibge.gov.br/home/estatistica/populacao/trabalhoerendimento/pnad2013/microdados.shtm

Levisky, R. B., SILVA, M. C. R. S. (2010). A invasão das novas formas de comunicação no setting terapêutico: Vínculo, vol.07. Recuperado em 03 de abril de 2014, de http://pepsic.bvsalud.org/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1806-24902010000100008

Lévy, P. (1999). Cibercultura. São Paulo. Editora 34.

Looi, J. e RaphaeL, B. Reflections on therapy in the era of the internet. Australian Psychiatry, vol. 15 nº 4, 2007.

Lovejoy, T., Demireva, P., Grayson, J. e McNamara J. (2009). Advancing the practice of online psychotherapy: an application of rogers’ diffusion of innovations theory. Psychotherapy: Theory, Research, Practice, Training Educational Publishing Foundation, Washington (EUA). Volume 46 (1), 112-124.

Looi, Jeffrey & Raphael, B. (2007). Reflections on therapy in the era of the internet. Australasian Psychiatry, Nova Zelândia, Vol.15, (4).

Luborsky, L. (1994). Therapeutic Alliances as Predictors of Psychoterapy Outcomes: Factos Explaining the Predictive Success. In The Working Alliance: Theory, Research, and Practice, Capítulo 2; Edited by Adam O. Horvath and Lesle S. Greenberg. New York (EUA), Editora John Wile & Sons. Recuperado em 28 de outubro de 2012, de http://www.public.iastate.edu/~hd_fs.591m/Reading%20Packet/Luborsky%20%281994%29.Alliance.pdf

Manhal-Baugus, M. (2001). E-Therapy: Practical, Ethical, and Legal Issues. Cyberpsychology & Behavior, Mary Ann Liebert, Inc. Geórgia (EUA), 4 (5).

Meier, S. T. (1988). An exploratory study of a computer-assisted alcohol education program. Computers in Human Services, (3)111-121.

Midkiff, D. M. e Wyatt, W. J. (2008). Ethical Issues in the Provision of Onhne Mental Health Services (Etherapy). Journal of Technology in Human Services, 26(2/4).

Pieta, M. A. & Gomes, W. B. (2014). Psicoterapia pela internet: viável ou inviável? Psicologia: Ciência e Profissão, 34(1) . Recuperado em 28 de julho de 2015, da SciELO (Scientific Eletronic Library Online): http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1414-98932014000100003&lng=pt&nrm=iso

Ragusea, A. S. & Creek, L.V. (2003). Suggestions for the Ethical Practice of Online Psychotherapy. Psychotherapy: Theory, Research, Practice, Training, Educational Publishing Foundation, Washington (EUA), 40 (1/2), 94–102.

Rochlen, A. B.; Zack, J. S; Speyer C. (2003). Online Therapy: Review of Relevant Definitions, debates, and current empirical support. Journal of clinical psychology, 60(3), 269–283.

Rodrigues, C. G & Tavares, M. (2014). Aliança terapêutica na psicoterapia breve online. Repositório Institucional Universidade de Brasília. Recuperado em 19 de abril de 2015, de http://repositorio.unb.br/handle/10482/16596

Publiée
2017-01-06
Comment citer
Rodrigues, C. G., & Tavares, M. de A. (2017). PSICOTERAPIA ONLINE: DEMANDA CRESCENTE E SUGESTÕES PARA REGULAMENTAÇÃO. Psicologia Em Estudo, 21(4), 735-744. https://doi.org/10.4025/psicolestud.v21i4.29658
Rubrique
Artigos originais

 

0.3
2019CiteScore
 
 
7th percentile
Powered by  Scopus

 

 

0.3
2019CiteScore
 
 
7th percentile
Powered by  Scopus