Em tempos de "fermentação nascente"
uma leitura dos projetos para a instrução pública primária do personagem François Guizot (1832-1836)
Palavras-chave:
Escola Normal, professor primário, monarquia de Julho, FrançaResumo
Neste artigo investigaremos os projetos do personagem François Guizot para o tema da instrução pública primária como ministro da instrução pública francesa. Analisaremos nesse fim a lei de 28 de junho de 1833 - primeira grande lei exclusivamente relacionada ao ensino primário francês - e a promulgação de uma série de medidas legislativasvisando assegurar a aplicação desta que ficaria conhecida como lei Guizot. Nossa tese principal será a de que a constituição da nova legislação fazia parte de um projeto políticode construção do Estado monárquico centralizador e instrutor francês. Estado este que, no ato mesmo de se forjar, percebia o espaço escolar primário enquanto estratégico no objetivo de colocar em prática as ideias forjadas por François Guizot para o gouvernement des esprits.
Referências
Arfuch, L. (2013). Violencia politica, autobiografia y testimonio. In L. Arfuch, Memoria y autobiografia. Exploraciones en los limites. Buenos Aires: Fondo de Cultura Economica.
Aurel, J. (2013). La autobiografia como historia no-convencional. La reconstrucción del historiador-autor. In J.-L. Palos, & F. Sánchez-Costa (Orgs), As vueltas con el passado. Historia, memoria y vida. Barcelona, Universitat de Barcelona: Publicacions y Edicions.
Da Conceição, L. B. (2014). Diálogos apropriativos em tempos de “funestas paixões”: uma leitura das relações entre os projetos para a instrução pública primária de Joaquim José Rodrigues Torres e de François Guizot (1814-1840). (Tese de Doutorado). Universidade Federal do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro.
De Broglie, G. (1990). Guizot. Paris: Librairie Académique Perrin.
Gineste, J.-L-. La loi de 1833 dite loi Guizot étape essentielle pour la scolarisation des français ou coup d’épée dans l’eau? In H. Lethierry, Féu les écoles normales (et les IUFM ?). Paris: Éditions l’Harmattan.
Gontard, M. (1959). L'enseignement primaire en France de da Révolution à loi Guizot (1789-1833). Lyon.
______. (1976). Les écoles primaires de la France bourgeoise. 1833-1875. Toulouse: C.R.D.P..
Iggers, G. (2013). Mi formación como historiador : una retrospectiva. In J.-L. Palos, & F. Sánchez-Costa (Orgs), As vueltas con el passado. Historia, memoria y vida. Barcelona, Universitat de Barcelona: Publicacions y Edicions.
Kahn, P. (2010). Éducation et politique. In F. Jacques-Francillon, Une histoire de l'école: anthologie de l'éducation et de l'enseignement en France XVIII-XX siècle. Paris: Retz.
Lodi, L. H. & Martelli, A. F. (2006). A Influência do ideário francês na Educação Básica brasileira. In C. B. Martins, Diálogos entre o Brasil e a França: formação e cooperação acadêmica. Recife, FJN: Ed. Massangana.
Luzuriaga, L. (1959). História da educação pública, São Paulo, SP: Companhia Editora Nacional.
Martins, C. B. (2006). Diálogos entre o Brasil e a França: formação e cooperação acadêmica. Recife, FJN: Ed. Massangana.
Mattos, I. (1994). O Tempo Saquarema. Rio de Janeiro, RJ: ACCESS.
Mayer, F. (1981). Histoire généralé de l'enseignement et de l'éducation en France. Tome III. De la Révolution à l'école républicaine (1789-1930). Paris: Nouvelle librairie.
Morel, M. (2010). As transformações dos espaços públicos: imprensa, atores políticos e sociabilidades na cidade imperial (1820-1840). São Paulo, SP: Hucitec.
Nicolas, G. (2006). La généralisation des écoles normales primaires: des innovations au repli (1830-1838). In P. Harismendy, La France des années 1830 et l'esprit de réforme. Rennes: Presses Universitaires de Rennes.
Reboul, F. (1991). Guizot et l’Instruction publique In M. Valensise, François Guizot et la culture politique de son temps. Paris: Gallimard; Seuil.
Revel, J. (1998). Jogos de Escalas: a experiência da micro-análise. Rio de Janeiro, RJ. FGV.
Rosanvallon, P. (1985). Le moment Guizot. Paris: Éditions Gallimard.
Virgier, P. (1991). Nouvelle Histoire de Paris pendant la monarchie de juillet (1830-1848). Paris: Association pour la publication d'une histoire de Paris: diff. Hachette.
Downloads
Publicado
Edição
Seção
Licença
Os direitos autorais pertencem exclusivamente aos autores. Os direitos de licenciamento utilizados pelo periódico consistem na licença Creative Commons Attribution 4.0 (CC BY 4.0): são permitidos o acompartilhamento (cópia e distribuição do material em qualqer meio ou formato) e adaptação (remix, transformação e criação de material a partir do conteúdo assim licenciado) para quaisquer fins, inclusive comerciais.
Recomenda-se a leitura desse link para maiores informações sobre o tema: fornecimento de créditos e referências de forma correta, entre outros detalhes cruciais para uso adequado do material licenciado.
