“Colendo Maestro”

trocas epistolares entre Emmanuel Coêlho Maciel e Possidônio Nunes Queiroz no Nordeste brasileiro

Palavras-chave: educação musical, prática epistolar, memória, narrativa pessoal

Resumo

Este artigo analisa correspondências trocadas entre os maestros Emmanuel Coêlho Maciel e Possidônio Nunes Queiroz no início dos anos 1990, com atenção às formas de escrita de si registradas nas cartas. Por meio desses documentos, coloca-se em baila a formação de Possidônio como flautista em Oeiras (PI), nos anos 1920, em contexto sem escolas de música formais; e a investigação conduzida por Emmanuel, que transcreveu e arranjou obras do maestro oeirense, além de ter publicado apontamentos na revista Memória Piauiense (1995). As cartas operam como espaço de produção de sentido, registro da experiência de formação musical e consolidação de vínculos entre educação, memória, arte e pesquisa.

Downloads

Não há dados estatísticos.

Biografia do Autor

Gislene Danielle de Carvalho, Universidade Federal do Piauí, Teresina, PI, Brasil

Doutora e Mestra em Educação pelo Programa de Pós-Graduação em Educação da Universidade Federal do Piauí (UFPI). Graduada em Música pela mesma instituição, em Pedagogia pelo Centro Universitário Claretiano e Técnica em Artes Cênicas pela Escola Técnica Estadual de Teatro Gomes Campos. Integra o Núcleo de Pesquisa, Educação, História e Ensino da Música (NEHEMus). Atualmente, é diretora da Escola Estadual de Música Possidônio Queiroz.

Ednardo Monteiro Gonzaga do Monti, Universidade Federal do Piauí, Teresina, PI, Brasil

Bolsista de Produtividade em Pesquisa do CNPq. Realizou pós-doutorado na Universidad Autónoma de San Luis Potosí (México), com bolsa do CNPq. Doutor em Educação pelo Programa de Pós-Graduação em Educação da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (ProPEd/UERJ), com bolsa do Programa de Excelência Acadêmica (ProEx/CAPES). Realizou Estágio Doutoral Sanduíche (PSDE) no Programa Memoria y Crítica de la Educación da Universidad de Alcalá (Madri, Espanha), também financiado pela CAPES. Professor permanente do Programa de Pós-Graduação em Educação da UFPI.

Referências

Abreu, R. (1996). A fabricação do imortal: Memória, história e estratégias de consagração no Brasil. Rocco.

Alecrim, E. (2013). Impressoras matriciais, a jato de tinta e a laser. Infowester. https://docentes.ifrn.edu.br/jeangaldino/disciplinas/2016.1/manutencao-de-perifericos/texto-auxiliar-impressoras

Artières, P. (1998). Arquivar a própria vida. Estudos Históricos, 11(21), 9–34.

Assembleia Legislativa do Estado do Piauí. (n.d.). Plano decenal de educação de Teresina: Relatório final. https://www.alepi.pi.gov.br

Blas, V. (2003). Aprender a escribir cartas: Los manuales epistolares en la España contemporánea (1927–1945). Trea.

Bourdieu, P. (2006). A ilusão biográfica. In M. de M. Ferreira, J. Amado, & A. Portelli (Eds.), Usos & abusos da história oral (8ª ed., pp. 183–191). FGV.

Carvalho, A. (2019, January 4). A paixão de Possidônio Queiroz pela cultura. Geleia Total. https://www.geleiatotal.com.br/2019/01/04/possidonio-queiroz/

Chartier, R. (1990). A história cultural: Entre práticas e representações. Difel.

Chartier, R. (2007). Inscrever e apagar: Cultura escrita e literatura (séculos XI a XVIII) (L. B. S. Duarte, Trans.). EDUSC.

Cunha, B. (2012). Emmanuel Coêlho Maciel. https://mtobeetholven.wixsite.com/emmanuelcoelhomaciel

Ferreira Filho, J. V. (2009). História e memória da educação musical no Piauí: Das primeiras iniciativas à universidade [Dissertação de mestrado, Universidade Federal do Piauí]. Universidade Federal do Piauí.

Lejeune, P. (2008). O pacto autobiográfico: De Rousseau à internet (J. C. Barbosa, Trans.). Autêntica.

Lima, R. M. Q. (2017). “Do alforje da memória”: Possidônio Queiroz, Oeiras (PI) e as narrativas de si [Dissertação de mestrado, Universidade Federal do Piauí]. Repositório Institucional da UFPI. http://repositorio.ufpi.br:8080/xmlui/handle/123456789/1250

Maciel, E. C. (1995). A obra musical de Possidônio Queiroz. In Fundação José Elias Tajra (Ed.), Memória piauiense: Possidônio Queiroz (pp. 19–30). Editora Gráfica Elias João Tajra Ltda.

Mignot, A. C. V. (2010). Armanda Álvaro Alberto. Fundação Joaquim Nabuco.

Mignot, A. C. V., & Rocha, I. A. (2022). Apresentação: Dossiê escrita de si na escrita epistolar. Revista Brasileira de Pesquisa (Auto)Biográfica, 7(22), 617–625.

Nascimento, F. A. (2013). Oeiras por meio das cartas de Possidônio Queiroz. Fênix – Revista de História e Estudos Culturais, 10(1), 1–20. https://www.revistafenix.pro.br/revistafenix/article/view/470

Rêgo, J. E. (1995). Possidônio, o esquecido. In Fundação José Elias Tajra (Ed.), Memória piauiense: Possidônio Queiroz (pp. 14–15). Editora Gráfica Elias João Tajra Ltda.

Rocha, G. (1995, June 21). Lágrimas de um titã. Jornal O Dia.

Rocha, I. A. (2012). Canções de amigo: Redes de sociabilidade na correspondência de Liddy Chiaffarelli Mignone para Mário de Andrade. Quartet Editora.

Santos, E. S. (2020). No compasso, ligeiro, da pianista Helena Lorenzo Fernandez: Entre práticas pedagógicas, concertos e diplomacia musical brasileira (1931–1985) [Tese de doutorado, Universidade Tiradentes]. Plataforma Sucupira. https://sucupira-legado.capes.gov.br/sucupira/public/consultas/coleta/trabalhoConclusao/viewTrabalhoConclusao.jsf?popup=true&id_trabalho=10556248

Silva, A. L. da, & Monti, E. M. G. do. (2019). O cinema como viagem para o mundo. In A. L. da Silva & E. M. G. do Monti (Orgs.), Viagens pelo cinema: Convites à história da educação (pp. 125–126). EDUFPI.

Silva, C. de M. F. T. (1995). Apresentação. In Fundação José Elias Tajra (Ed.), Memória piauiense: Possidônio Queiroz (pp. 9–13). Editora Gráfica Elias João Tajra Ltda.

Publicado
2026-02-28
Como Citar
Carvalho, G. D. de, & Monti, E. M. G. do. (2026). “Colendo Maestro”. Revista Brasileira De História Da Educação, 26(1), e405. https://doi.org/10.4025/rbhe.v26.2026.e405