Incursiones en el “arte de gobernar” infancia pobre en Portugal
El Dispensario Infantil de Castelo Branco (década de 1930, siglo XX)
DOI:
https://doi.org/10.4025/rbhe.v26.2026.e402Palabras clave:
infancia pobre, poder-saber, dispensario de puericultura, medicinaResumen
El propósito de este trabajo es analizar, discutir y comprender el gobierno de la infancia pobre en Portugal en la década de 1930. Se aborda esta infancia como un problema social y el consecuente surgimiento de acciones, conocimientos y contextos técnico-institucionales – como el Dispensario de Puericultura de Castelo Branco – en el contexto político del Estado Novo portugués. Mediante una metodología cualitativa, se recurrió a un corpus documental compuesto por fuentes documentales publicadas y existentes en archivos personales e institucionales, con énfasis en la producción científica del director del dispensario, el médico José Lopes Dias. La mirada atenta, en el contexto de la modernidad, a la infancia pobre portuguesa se traduce en la existencia de un sistema más amplio de poder que actuaba sobre los individuos a través del conocimiento y las instituciones creadas para este propósito. Se asume que estos niños pobres, y sus familias, deben ser monitoreados para evitar desviaciones sociales y comportamientos erráticos en una sociedad que pretendía ser progresista y civilizada. El Dispensario Infantil, como otros, fue un dispositivo al servicio de un proyecto de Estado, en el contexto de la modernidad, que valoraba la vida, su utilidad y productividad, ampliando la calidad de la población.
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