O “artesão” e a “rainha”. Livre arbítrio e divina providência em Giambattista Vico

Autores

  • Riccardo Caporali Alma Mater Studiorum Università di Bologna

DOI:

https://doi.org/10.4025/actascihumansoc.v40i1.40646

Palavras-chave:

Vico, filosofia moderna, liberdade, determinismo.

Resumo

Este artigo pretende mostrar que Vico não pode ser considerado um pensador católico-ortodoxo do liber arbitrium indifferentiae. Distinta da história sacra (aquela dos Judeus), a história secular pode ser investigada abertamente e de modo não apologético. A “nova ciência” investiga as leis, as constantes e as regularidades da “natureza comum das nações”; assim, não faz nenhum apelo às intervenções de Deus, nem a qualquer ideia de vontade humana como sendo incondicionada e transparente. Com base nisso, a providência é a “inesperada” lógica dos eventos, a divergência entre o escopo estreito das intenções humanas e as consequências “mais amplas” de suas ações, poderosas ou desastrosas. A providência (a rainha) é a “ajuda ordinária” e deixa ao homem (o artesão) o fardo de entender o significado e os fins das suas próprias ações.

 

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Publicado

2018-07-30

Edição

Seção

Filosofia

Como Citar

O “artesão” e a “rainha”. Livre arbítrio e divina providência em Giambattista Vico. (2018). Acta Scientiarum. Human and Social Sciences, 40(1), e40646. https://doi.org/10.4025/actascihumansoc.v40i1.40646

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