A festa: polifonia e pós-humanismo como crítica social
DOI:
https://doi.org/10.4025/actascihumansoc.v48i1.82291Palabras clave:
pós-humanismo crítico; polifonia; Ivan Ângelo; A festa.Resumen
A rejeição à diferença tem sido cultivada pela humanidade há muitos séculos, o que foi reforçado pela idealização das pessoas europeias, brancas e de gênero masculino a partir do Renascentismo. Essa lógica excludente, contudo, é analisada criticamente neste trabalho a partir dos autores Braidotti (2013) e Nayar (2014), os quais defendem a perspectiva do pós-humanismo crítico, que propõe uma compreensão da interdependência entre os diversos seres, sejam eles humanos ou não. Tal abordagem é, nesta pesquisa, alinhada à concepção bakhtiniana de polifonia, a qual, ao valorizar a coexistência de vozes contraditórias, rompe com o monologismo e com as estruturas hierárquicas de representação. Diante disso, este artigo tem como objetivo analisar como a polifonia contribui para que a obra A festa (1976), de autoria de Ivan Ângelo, possa ser vista como um romance pós-humanista que rompe com a naturalização da hierarquia social ao aproximar sujeitos distintos, construindo, assim, uma crítica às opressões sociais. Para investigar essa produção, adota-se como metodologia para as primeiras seções a pesquisa bibliográfica, a fim de apresentar a conceituação de pós-humanismo, bem como o conceito de polifonia a partir de Bakhtin (2018). Em seguida, será realizada a análise qualitativa do romance que constitui o corpus desta pesquisa, a fim de identificar a maneira como, nele, acontece a aproximação de mundos contratantes.
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Referencias
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