Implicaturas convencionais em redações do Enem

Autores

DOI:

https://doi.org/10.4025/actascilangcult.v47i1.72629

Palavras-chave:

inferências; implicatura convencional; argumentação; redação do Enem.

Resumo

A fim de cumprir os critérios exigidos pela prova de redação, o participante do Enem deve mobilizar uma série de estratégias capazes de sustentar seu ponto de vista sobre o tema e a tessitura textual. Neste trabalho, o foco serão as estruturas que veiculam inferências, mais especificamente as Implicaturas Convencionais (Grice, 1982), sobretudo a partir da noção de Potts (2005) de que elas são empregadas como itens veiculadores de uma informação voltada ao falante. Assim, propomos uma análise sobre como a implicatura convencional favorece a construção do tipo de texto em questão. Para isso, selecionamos trinta e um textos que obtiveram a nota máxima (1000 pontos) e destacamos tanto a quantidade na ocorrência de itens disparadores de implicatura convencional quanto a influência desses itens para a qualidade do texto. Os resultados sugerem que os suplementares são o tipo mais frequente de implicaturas convencionais no corpus analisado, com quase 80% de frequência do total – sendo 20% para expressões de avaliações subjetivas. Além disso, argumentamos que, enquanto as suplementares contribuem mais especificamente para o desenvolvimento da dissertação, as avaliativas contribuem para a argumentação. Tudo isso enfatiza a importância dos estudos sobre semântica e pragmática e sua relação com a construção textual, no que diz respeito a estratégias inferenciais empregadas em textos, especialmente de aprendizes.

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Publicado

2025-04-16

Edição

Seção

Linguística

Como Citar

Implicaturas convencionais em redações do Enem. (2025). Acta Scientiarum. Language and Culture, 47(1), e72629. https://doi.org/10.4025/actascilangcult.v47i1.72629

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