Literatura e deslocamentos decoloniais
DOI:
https://doi.org/10.4025/actascilangcult.v48i1.82624Keywords:
editorialAbstract
O questionamento dos padrões epistemológicos que estruturaram a produção e a circulação dos textos literários tem ocupado lugar central nos debates contemporâneos da crítica literária. Nesse contexto, os estudos literários têm ampliado seus horizontes analíticos ao incorporar abordagens que articulam dimensões históricas, culturais e políticas na análise das obras e de seus contextos. As reflexões associadas ao pensamento decolonial têm desempenhado papel fundamental nesse movimento ao evidenciar a persistência de estruturas que são um legado da colonialidade nas formas de organização do saber e da cultura. Entre essas estruturas, destaca-se o eurocentrismo, entendido como um regime de produção de conhecimento que se apresenta como universal. Como observa Aníbal Quijano (2005, p. 123), “o eurocentrismo consiste numa perspectiva de conhecimento cuja pretensão de universalidade oculta seu caráter histórico e localizado”, o que indica que determinadas formas de produção e legitimação do saber foram historicamente naturalizadas como universais.
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References
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