CIÊNCIA QUE TRANSFORMA: INCLUSÃO, IDENTIDADE E FORMAÇÃO DE JOVENS PESQUISADORES EM PROJETOS CIENTÍFICOS NA FRONTEIRA BRASIL–BOLÍVIA
Resumen
Este artigo analisa a relevância dos projetos Mais Ciência na Escola, Mostra Científica e Olimpíada Nacional de Povos Tradicionais, Quilombolas e Indígenas, desenvolvidos em escolas públicas de Cáceres (MT), na fronteira Brasil–Bolívia, com ênfase na formação científica e identitária de estudantes, especialmente jovens bolivianos. A pesquisa adota abordagem qualitativa, de caráter descritivo, analítico e participativo, fundamentada na Geografia da Educação e na interculturalidade, utilizando revisão bibliográfica, análise documental e entrevistas semiestruturadas com quatro estudantes participantes das ações. Os resultados evidenciam que a iniciação científica, aliada ao apoio financeiro por meio de bolsas, contribui para a permanência escolar, redução das desigualdades educacionais e fortalecimento do protagonismo juvenil. Observa-se ainda impacto significativo no desenvolvimento acadêmico, especialmente na aprendizagem da língua portuguesa e na produção escrita, bem como na valorização das identidades culturais e no sentimento de pertencimento em contexto de fronteira. Conclui-se que tais iniciativas constituem estratégias eficazes de democratização do acesso ao conhecimento científico, promovendo inclusão social, reconhecimento cultural e formação cidadã, ao mesmo tempo em que fortalecem identidades e ampliam perspectivas de futuro para estudantes de populações tradicionais e imigrantes.
