PERFORM-ATIVIDADE(S) NO TRABALHO EM SAÚDE: PROBLEMATIZAÇÕES DE GÊNERO
Abstract
Abordam-se aspectos de pesquisa realizada com técnicos e técnicas de enfermagem do bloco cirúrgico de um hospital, analisando-se a experiência normativa que caracteriza o exercício do trabalho como atividade e explorando zonas de problematização quanto ao agir no e pelo trabalho que podem desestabilizar as expressões de gênero. A metodologia da pesquisa se constituiu por observações nos locais de trabalho e em situações de análise coletiva de processos de trabalho, as quais indicam que, apesar das fortes prescrições que compõem o trabalho no bloco cirúrgico, os trabalhadores e trabalhadoras ao problematizar as normas de trabalho, problematizam também, as normativas de gênero. Operando com referenciais do campo clínico do trabalho como atividade, afirma-se que é na atividade que as normas de trabalho, e também de gênero, são colocadas em questão, produzindo estilizações que podem se tornar recursos para os próprios trabalhadores e trabalhadoras ultrapassarem reiterações performativas de gênero. Analisam-se articulações do pensamento de Judith Butler referente à performatividade de gênero para as análises relativas à experiência do trabalho como atividade, notadamente pelas abordagens clínicas do trabalho que tomam o trabalho como atividade.
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