‘INVOLUCRADAS’: NARRATIVAS DE ADOLESCENTES SOBRE SUS RELACIONES CON FACCIONES CRIMINALES EN FORTALEZA
Resumen
El objetivo de este artículo es analizar las narrativas de adolescentes en cumplimiento de medidas socioeducativas privativas de libertad sobre su participación en organizaciones criminales vinculadas al tráfico de drogas, conocidas popularmente como facciones, en el contexto de Fortaleza- CE. Se trata de una investigación cualitativa a la luz del método cartográfico, operacionalizada a partir de entrevistas narrativas autobiográficas a 10 adolescentes acusadas de cometer una infracción análoga al tráfico de drogas. Para el análisis de los datos, se utilizaron aportes teóricos de la Psicología Social en sus diálogos con estudios interdisciplinarios sobre la violencia, la juventud y sus marcadores sociales. En el apartado de resultados y discusión se exponen las siguientes líneas de implicación de las adolescentes con las facciones, que mais se destacam en sus relatos: la precariedad desigual de la vida como proyecto político de marginación de las adolescencias periféricas; las capturas de los modos de subjetivación asociados al imperativo de ‘vivir intensamente’; la segregación socio-espacial y la interiorización del estereótipo da ‘peligrosa’; los efectos de la institucionalización en el (re)encuadramiento como ‘involucrada’; la objetivación de las mujeres en el sistema cisheteropatriarcal; y la intersección de género, clase, raza, edad y lugar de residencia. Del análisis se concluye que el género es una categoría fundamental para entender los efectos psicosociales de la violencia en las trayectorias de vida de las adolescentes privadas de libertad, así como es un factor preponderante para su inscripción en el tráfico de drogas.
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