O diálogo entre os saberes no currículo de filosofia do ensino médio: obstáculos e avanços
DOI:
https://doi.org/10.4025/tpe.v15i3.25491Palavras-chave:
Educação, Ensino de Filosofia, Ensino Médio, CurrículoResumo
O artigo tem por objetivo analisar aspectos que dificultam a relação dialógica entre os saberes específicos
do campo filosófico e os saberes abertos dos discentes na docência do ensino de Filosofia. A pesquisa
caracteriza-se como uma investigação qualitativa desenvolvida com entrevistas realizadas com
professores da rede pública estadual e exame documental. Neste trabalho, são destacados quatro aspectos
que dificultam o desenvolvimento do trabalho docente a partir de pesquisa realizada em todas as escolas
de ensino médio regular e diurno do município de Rio Grande, Rio Grande do Sul, totalizando 10 escolas.
São eles: a reduzida carga horária semanal da disciplina de Filosofia, o pequeno número de docentes
licenciados em Filosofia, a ausência de participação discente na construção do currículo dessa disciplina e
a rigidez no trabalho com os conteúdos programáticos. A pesquisa mostra a importância de desenvolver o
diálogo entre os saberes abertos e os saberes específicos do campo filosófico, independentemente do
modelo pedagógico adotado, a fim de a Filosofia não ser concebida somente como um novo componente
curricular obrigatório, mas como uma disciplina capaz de conquistar seu espaço no currículo escolar, de
modo que permita aos educandos refletir e problematizar o pensamento do senso comum, para que se
tornem cada vez mais autônomos na construção de suas vidas.
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