REFORMA DO ENSINO MÉDIO: UMA POLÃTICA NEOLIBERAL PARA O (AUTO)GOVERNO DA EDUCAÇÃO BRASILEIRA
DOI:
https://doi.org/10.4025/tpe.v21i2.45350Palavras-chave:
Educação, governamentalidade neoliberal, reforma do Ensino MédioResumo
O presente texto tem por objetivo problematizar – a partir da perspectiva foucaultiana da governamentalidade neoliberal – a reforma do Ensino Médio, como uma política estratégica da arte de governar a educação no Brasil. O artigo demonstra como tal legislação articula a implementação de uma política neoliberal de caráter inclusivo com uma racionalidade utilitarista e pragmática, cujo objetivo é direcionar a nova organização do Ensino Médio para o mercado de trabalho e para o empreendedorismo de si. As mudanças na nova grade curricular traduzem um discurso de autonomia, centrado no sujeito e nas suas escolhas e, sobretudo, no desempenho individual com foco no mercado de trabalho. Dessa forma, pretende-se demonstrar como o discurso que a atual reforma do Ensino Médio coloca em circulação almeja produzir sujeitos “adequados” ao ethos neoliberal.
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