Sexualidade: isso é mesmo matéria escolar?

Autores

  • Fernando Seffner Universidade Federal do Rio Grande do Sul Autor

DOI:

https://doi.org/10.4025/tpe.v17i2.27750

Palavras-chave:

Gênero, Sexualidade, Escola, Currículo.

Resumo

O texto investe na etnografia de cenas escolares, método que faz referência a etnografia cultural, coletadas em escolas públicas da cidade de Porto Alegre entre 2008 e 2013, na tentativa de surpreender a emergência e o encaminhamento dado a questões ligadas principalmente à sexualidade, mas sem deixar de perceber seus contornos de gênero. Interessa dialogar o conteúdo das cenas com alguns marcadores que inauguraram o campo dos estudos da sexualidade na primeira metade do século passado, em particular expressos por autores como Kinsey, Masters & Johnson, Hite, Hirschfeld & Ellis. Como recurso crítico aos discursos de fundação do campo de estudos sobre a sexualidade, nos valemos de alguns obras e temas problematizados por Foucault. O texto trilha um caminho que comporta três seções. Na primeira delas, apresentam-se alguns aspectos da emergência da sexualidade como um campo de conhecimento, mas também como um campo de disputa política. Nomeando alguns elementos, se busca problematizar a constituição deste campo de estudos sobre a sexualidade em especial no pensamento científico ocidental, ligado a ideia da razão e da ciência, e em estreita conexão com a saúde e a biologia. Numa segunda seção se recolhem algumas cenas escolares que mostram o confronto entre os “normais” e os “desviantes” ou “diferentes”, em conflito com a norma. Na terceira seção são feitas algumas recomendações para o trabalho com o tema da sexualidade no ambiente escolar, buscando traze-lo para o âmbito do conhecimento escolar e digno de figurar nas grades curriculares ao lado de outros temas já canônicos.

 

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Edição

Seção

Artigos

Como Citar

Seffner, F. (2015). Sexualidade: isso é mesmo matéria escolar?. Teoria E Prática Da Educação, 17(2), 67-81. https://doi.org/10.4025/tpe.v17i2.27750