Recolhidas, mestras e educandas

preparação para a vida secular a partir dos “Estatutos do Recolhimento Nossa Senhora da Glória do Recife” (1798)

Autores

  • Ana Cristina Pereira Lage Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri, Teófilo Otoni, MG, Brasil. Autor https://orcid.org/0000-0003-2716-6847

DOI:

https://doi.org/10.4025/rbhe.v23.2023.e248

Palavras-chave:

período moderno, instituições educativas, educação feminina, América Portuguesa

Resumo

O artigo trata da história dos recolhimentos criados no período moderno com a intencionalidade de guardar, moldar e/ou punir mulheres. No caso da América Portuguesa, os recolhimentos, tanto supriram a falta dos modelos conventuais, quanto guardaram ou puniram as mulheres habitantes desse território. A partir da segunda metade do século XVIII, em função da circulação das ideias iluministas, surgiram alguns educandários anexos àqueles espaços, com a finalidade de educar as mulheres para a vida secular e prepará-las para o matrimônio e a maternidade. Os Estatutos do Recolhimento Nossa Senhora da Glória do Recife, obra publicada em 1798, pelo bispo Dom Azeredo Coutinho, retratam a intenção educativa e a capacidade de reformulação e de adaptação dos Recolhimentos.

Biografia do Autor

  • Ana Cristina Pereira Lage, Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri, Teófilo Otoni, MG, Brasil.

    Mestre em Educação, Pós-graduada em Psicopedagogia e Licenciada em Pedagogia pela Universidade Federal de Uberlândia (UFU). Atua como coordenadora pedagógica em escola de educação infantil, no cargo de Analista Pedagógica, na Prefeitura Municipal de Uberlândia-MG. Seus estudos e pesquisas têm como áreas de interesse: história da educação rural, história da formação docente, história das professoras rurais, práticas pedagógicas, infâncias e memória.

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Publicado

2023-01-09

Como Citar

Recolhidas, mestras e educandas: preparação para a vida secular a partir dos “Estatutos do Recolhimento Nossa Senhora da Glória do Recife” (1798). (2023). Revista Brasileira De História Da Educação, 23(1), e248. https://doi.org/10.4025/rbhe.v23.2023.e248