Intelectuais, autoridade maternal e a participação das mulheres na criação da literatura infantil portuguesa ao final do século XIX

Autores

DOI:

https://doi.org/10.4025/rbhe.v24.2024.e323

Palavras-chave:

mulheres intelectuais, maternidade, feminismo, Portugal

Resumo

Este artigo tem como objetivo investigar marcas de gênero em matrizes da literatura infantil europeia e na participação de escritoras e editoras na criação de uma literatura infantil portuguesa no século XIX. A hipótese subjacente é que, em contraste com outros campos da produção literária e didática, as mulheres encontraram nessa literatura uma área de atuação menos hostil e na qual o sexo e as qualidades atribuídas ao gênero feminino poderiam ser vistos como vantagens. Para mulheres intelectuais, esse tipo de produção permitiu dirigir-se às mães e às crianças como agentes de transformação social conferindo, ao mesmo tempo, um caráter político a sua produção e o reconhecimento de um lugar de autoridade nos debates sobre educação.

Biografia do Autor

  • Patricia Santos Hansen, Centro de Humanidades da Universidade Nova de Lisboa (CHAM), Lisboa, Portugal

    Investigadora Principal no CHAM, o Centro de Humanidades da Universidade Nova de Lisboa. Possui graduação e mestrado em História pela PUC-Rio e doutorado em História Social pela USP. Realizou pós-doutorado no CPDOC da Fundação Getúlio Vargas e na Fundação Casa de Rui Barbosa. Foi Marie Curie Fellow no Instituto de Educação da Universidade de Lisboa. É coorganizadora do livro Intelectuais mediadores (2016) e autora de vários capítulos e artigos sobre história da literatura infantil e história intelectual.

Publicado

2024-04-10

Como Citar

Intelectuais, autoridade maternal e a participação das mulheres na criação da literatura infantil portuguesa ao final do século XIX. (2024). Revista Brasileira De História Da Educação, 24(1), e323. https://doi.org/10.4025/rbhe.v24.2024.e323

Dados de financiamento