Eurocentrismo Epistêmico nos PPCs das IESFs

Ecos da História da África e da Cultura Afro-Brasileira nos Labirintos do Ensino Superior Brasileiro

Palavras-chave: História da África e Cultura Afro-Brasileira, Eurocentrismo Epistêmico, Projetos Pedagógicos de Curso (PPCs), Instituições do Ensino Superior Federais (IESFs)

Resumo

Este artigo analisa o papel das disciplinas História da África e Cultura Afro-Brasileira nos Projetos Pedagógicos de Cursos de História em Instituições Federais de Ensino Superior. Parte-se da hipótese de que esses conteúdos são tratados como secundários diante das disciplinas como História Moderna Europeia, da América e do Brasil. Analiso os dados através da perspectiva denominada de Eurocentrismo Epistêmico, que evidencia a marginalização de saberes subalternizados. A pesquisa examinou carga horária, obrigatoriedades, ementas e periodizações. Argumento que tal hierarquização reproduz estruturas coloniais e que fortalecer essas disciplinas é essencial para enfrentar o racismo estrutural na academia brasileira.

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Biografia do Autor

Rodrigo Castro Rezende, Universidade Federal Fluminense, Campos dos Goytacazes, RJ, Brasil

Doutor em História Contemporânea pela Universidade Federal Fluminense (UFF). Professor Associado I do Departamento de História da UFF (Campos dos Goytacazes). Atua no ensino e na pesquisa em História da África, diáspora africana e temas correlatos, com ênfase em demografia histórica, religiosidades africanas, crioulizações e pensamento africano. Atualmente, dedica-se também a estudos sobre a Quarta Revolução Industrial, exclusão social e o Tocoísmo.

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Publicado
2026-04-20
Como Citar
Rezende, R. C. (2026). Eurocentrismo Epistêmico nos PPCs das IESFs. Revista Brasileira De História Da Educação, 26(1), e411. https://doi.org/10.4025/rbhe.v26.2026.e411