Entre abécédaires et catéchismes

l'alphabet au service de l'Empire (1502-1798)

Mots-clés: littératie, lettres, catéchismes, colonisation

Résumé

Cet article examine comment l’imposition de l’alphabet latin s’est articulée à l’expansion impériale portugaise entre les XVIᵉ et XVIIIᵉ siècles. Il analyse les éléments prétextuels d’une sélection d’abécédaires et de catéchismes de l’époque, en les reliant à la législation contemporaine ainsi qu’à l’historiographie éducative, linguistique et culturelle sur la question. L’étude conclut que l’enseignement et l’apprentissage de l’alphabet — entendu comme les « premières lettres » au sens strict — reposaient sur deux types de compendia pédagogiques, les abécédaires et les catéchismes, lesquels correspondent à trois phases de l’expansion impériale portugaise : 1) l’usage du portugais en Afrique et en Asie (1502-1563) ; 2) la colonisation des langues autochtones et africaines (1563-1757) ; et 3) la « civilisation » des peuples autochtones (1757-1798).

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Biographie de l'auteur

Luiz Eduardo Oliveira, Universidade Federal de Sergipe

Luiz Eduardo Oliveira é Professor Titular da Universidade Federal de Sergipe, Bolsista PQ 2/CNPq, Editor Chefe da Revista de Estudos de Cultura (REVEC) e Diretor da Cátedra Marquês de Pombal (Camões, I.P. / UFS).

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Publiée
2025-07-19
Comment citer
Oliveira, L. E. (2025). Entre abécédaires et catéchismes. Revista Brasileira De História Da Educação, 25(1), e381. https://doi.org/10.4025/rbhe.v25.2025.e381