Uma proposta teórico-metodológica de telecolaboração para o ensino de línguas nas escolas regulares do Brasil
DOI:
https://doi.org/10.4025/actascilangcult.v42i1.51364Palavras-chave:
interação virtual; ensino e aprendizagem de línguas online; ensino de línguas no contexto brasileiro.Resumo
Muitas das vezes, alunos de escolas regulares parecem não demonstrar habilidades necessárias para se comunicarem suficientemente bem em outras línguas, por exemplo, em inglês e espanhol. A telecolaboração, relacionada com o uso de ferramentas digitais em projetos colaborativos (Belz, 2002; O’Dowd, 2018), pode viabilizar o desenvolvimento de referidas habilidades por meio da interação entre alunos de escolas regulares brasileiras e de escolas de outros países. Com fundamentos em autores como Belz (2002, 2007), O’Dowd (2006, 2012, 2013, 2018), Thorne (2006), Telles (2009, 2015), Schaefer (2019) e Schaefer e Heemann (2019), o objetivo do presente estudo é apresentar uma proposta teórico-metodológica, a qual envolve a telecolaboração, para o ensino de línguas em escolas regulares do Brasil. Sugerimos que projetos que inserem a telecolaboração como modelo de ensino e aprendizagem online de línguas em escolas regulares brasileiras podem promover a reflexão acerca de diferentes questões de sociedades contemporâneas, tais como manifestações de preconceito, inclusão e diversidade cultural, diferenças étnico-raciais e discriminação. Desse modo, defendemos a ideia de que a língua, em atividades telecolaborativas, não pode ser percebida meramente como um meio de comunicação, mas também como um instrumento que visa à educação intercultural de um indivíduo pois, de acordo com Deardorff (2004), as instituições educativas possuem a tarefa de preparar intelectual e culturalmente os seus alunos.
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