Primo Levi e a memória de Auschwitz: o dever da testemunha e a criação literária

Autores

  • Aislan Camargo Maciera Universidade de São Paulo

DOI:

https://doi.org/10.4025/actascilangcult.v43i2.58483

Palavras-chave:

Primo Levi; poesia italiana; literatura de testemunho; memória; história.

Resumo

É a partir da obra de Primo Levi, autor canônico da literatura de testemunho, que este artigo se propõe a analisar o papel da memória na criação literária. Tomando como base as relações entre memória, história e literatura, e analisando os escritos testemunhais do autor, pretende-se expor como a memória do sobrevivente está presente não somente nas obras que tratam diretamente do ‘universo concentracionário’, mas também em sua narrativa de ficção e em seus poemas. Para isso, toma-se como base a poesia de Levi, vertente ainda pouco lida de sua obra. Apesar de apresentarem um peso memorialístico, os poemas de Levi são muitas vezes colocados abaixo de sua narrativa testemunhal e considerados uma face ‘menor’ de sua literatura. Traz-se aqui, porém, a relação que a poesia ‘primoleviana’ estabelece com a memória e, consequentemente, com a história. Assim, pretende-se expor que os escritos do autor, nascidos do testemunho e da memória, devem ocupar um papel de destaque, já que rememoram um passado sombrio que teima em nos assombrar no presente.

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Publicado

2021-12-01

Edição

Seção

Chamada Temática - Literatura

Como Citar

Primo Levi e a memória de Auschwitz: o dever da testemunha e a criação literária. (2021). Acta Scientiarum. Language and Culture, 43(2), e58483. https://doi.org/10.4025/actascilangcult.v43i2.58483

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