“Três anos no Brasil”
imagens e relatos de um Premonstratense sobre o Gymnasio Espírito Santo em Jaguarão, RS (1901-1904)
DOI:
https://doi.org/10.4025/rbhe.v26.2026.e410Palavras-chave:
instituição educacional católica, Ordem dos Premonstratenses, fotografia, relatos de viagemResumo
Este artigo trata de aspectos histórico-educacionais de uma instituição católica criada pela Ordem dos Premonstratenses em Jaguarão, no Rio Grande do Sul, que existiu de 1901 a 1914. O objetivo é compreender aspectos da cultura escolar e regional, a partir da obra ‘Três anos no Brasil’, escrita entre 1901 e 1904, constituída de relatos de viagens e imagens de autoria do Padre Schoenaers. Como referencial teórico-metodológico, adotou-se a abordagem da História Cultural, com pesquisa bibliográfica em fontes escritas e iconográficas. Como resultado, apresentamos a singularidade das fotografias e dos relatos estudados, que buscam dar visibilidade a uma escola católica, bem como a possibilidade de, a partir deles, fazer emergir aspectos de sua história.
Referências
Amaral, G. L. (2023). Gatos pelados x galinhas gordas: Desdobramentos da educação laica e da educação católica na cidade de Pelotas, RS (décadas de 1930 a 1960). Educs.
Amaral, G. L. (2024, August). Remarks on secondary education in connections and borders: Uruguay and Rio Grande do Sul (Brazil) at the turn of the 19th and 20th centuries [Paper presentation]. ISCHE 45: International Standing Conference for the History of Education, Natal, Brazil.
Amaral, G. L., & Machado, C. J. A. (2025). “O Gymnasial”, periódico do Gymnasio Espírito Santo de Jaguarão, RS: quando o que restam de documentos produzidos pela escola são os impressos estudantis (1908). Momento: Diálogos em Educação, 34(3), 114–137. https://doi.org/10.63595/momento.v34i3.19773
Azzi, R. (1994). O Estado leigo e o projeto ultramontano. Paulus.
Burke, P. (2005). O que é história cultural? (2nd ed.). Zahar.
Certeau, M. de. (2000). A escrita da história (2nd ed.). Forense Universitária.
Chartier, R. (2002). A história cultural: Entre práticas e representações (2nd ed.). DIFEL.
Chartier, R. (2006). A “nova” história cultural existe? In A. H. Lopes, M. P. Velloso, & S. J. Pesavento (Orgs.), História e linguagens: Texto, imagem, oralidade e representações (pp. 29–43). 7Letras.
Ciavatta, M. (2009). A cultura material escolar em trabalho e educação: A memória fotográfica de sua transformação. Educação e Filosofia, 23(46), 37–72. https://doi.org/10.14393/REVEDFIL.v23n46a2009-2188
Constantino, N. S. (Ed.). (2012). Relatos de viagem como fontes à história. EdiPUCRS.
Escolano Benito, A. (2017). A escola como cultura: Experiência, memória e arqueologia. Alínea.
Faria Filho, L. M. de. (2007). Escolarização e cultura escolar no Brasil. In M. L. A. Bencostta (Org.), Culturas escolares, saberes e práticas educativas: Itinerários históricos (pp. 191–211). Cortez.
Franco, S. D. C. (2001). Gente e coisas da fronteira sul: Ensaios históricos. Sulina.
Franco, S. D. C. (2007). Origens de Jaguarão: 1790–1833 (2nd ed.). Evangraf.
Franco, S. M. S. (2011). Relatos de viagem: Reflexões sobre seu uso como fonte documental. In M. A. Junqueira & S. M. S. Franco (Orgs.), Cadernos de Seminários de Pesquisa (Vol. 2, pp. 62–86). Humanitas.
Gonçalves Neto, W. (2013). Igreja, política e educação no Brasil republicano: A criação do colégio D. Bosco, de Cachoeira do Campo, Minas Gerais (1893–1897). Acta Scientiarum. Education, 35(1), 49–55. https://doi.org/10.4025/actascieduc.v35i1.17150
Hobsbawm, E. (1998). A era dos impérios: 1875–1914 (5th ed.). Paz e Terra.
Kossoy, B. (1989). Fotografia & história. Ãtica.
Le Goff, J. (2013). História e memória (7th ed.). Editora da Unicamp.
Loner, B. A., & Gill, L. A. (2012). Rio Grande do Sul no nascer do século XX: Jaguarão e a fronteira brasileira pelos olhos de um padre belga. Estudos Ibero-Americanos, 38(suppl.), 253–268. https://doi.org/10.15448/1980-864X.2012.s.12471
Machado, C. J. A. (2024). O Gymnasio Espírito Santo e a atuação da ordem religiosa premonstratense em Jaguarão, RS, Brasil (1901–1914) [Doctoral dissertation, Universidade Federal de Pelotas]. https://guaiaca.ufpel.edu.br/handle/prefix/16390
Magalhães, J. (2004). Tecendo nexos: História das instituições educativas. EDUSF.
Magalhães, J. (2007). A instituição escolar como objecto historiográfico: Considerações a propósito do Colégio Campos Monteiro, em Moncorvo. Palimage. https://repositorio.ulisboa.pt/handle/10451/5786
Mauad, A. M. (2010). Imagens contemporâneas: Experiência fotográfica e memória no século XX. In K. R. Paranhos, L. Lehmkuhl, & A. Paranhos (Orgs.), História e imagens: Textos visuais e práticas de leitura (pp. 145–163). Mercado das Letras.
Oliveira, M. A. M. de. (2012). Instituições e práticas escolares como representações de modernidade em Pelotas (1910–1930): Imagens e imprensa [Doctoral dissertation, Universidade Federal de Pelotas]. https://guaiaca.ufpel.edu.br/handle/123456789/1672
Parmagnani, J. J., & Ruedell, O. (1995). Memorial do Colégio Gonzaga: Cem anos de educação. Gráfica Editora Pallotti.
Pesavento, S. J. (2014). História do Rio Grande do Sul (9th ed.). Martins Livreiro.
Schoenaers, T. A. (2003). Três anos no Brasil: Thomas Aquinas Schoenaers, missionário premonstratense no Rio Grande do Sul. EDUCAT.
Souza, R. F. de. (2001). Fotografias escolares: A leitura de imagens na história da escola primária. Educar em Revista, 17(18), 75–101. https://doi.org/10.1590/0104-4060.235
Vidal, D. G., & Abdala, R. D. (2005). A fotografia como fonte para a história da educação: Questões teórico-metodológicas e de pesquisa. Educação, 30(2), 177–194. https://periodicos.ufsm.br/reveducacao/article/view/3745
Viñao Frago, A. (1995). Historia de la educación e historia cultural: Posibilidades, problemas, cuestiones. Revista de Educación, 306, 245–269. https://www.educacionfpydeportes.gob.es/revista-de-educacion/numeros-revista-educacion/numeros-anteriores/1995/re306/re306-07.html.
Downloads
Publicado
Edição
Seção
Licença
Copyright (c) 2026 Giana Lange do Amaral, Carlos José Azevedo Machado (Autor)

Este trabalho está licenciado sob uma licença Creative Commons Attribution 4.0 International License.
Os direitos autorais pertencem exclusivamente aos autores. Os direitos de licenciamento utilizados pelo periódico consistem na licença Creative Commons Attribution 4.0 (CC BY 4.0): são permitidos o acompartilhamento (cópia e distribuição do material em qualqer meio ou formato) e adaptação (remix, transformação e criação de material a partir do conteúdo assim licenciado) para quaisquer fins, inclusive comerciais.
Recomenda-se a leitura desse link para maiores informações sobre o tema: fornecimento de créditos e referências de forma correta, entre outros detalhes cruciais para uso adequado do material licenciado.
