La Educación Musical en el contexto de la Ley N° 5692/71 en el Estado de Guanabara:
resistencia al movimiento reformista
DOI:
https://doi.org/10.4025/rbhe.v26.2026.e409Palabras clave:
reforma educativa, dictadura militar, educación artística, educación musical, historia de las materias escolaresResumen
Este artículo tiene como objetivo analizar las marcas de resistencia en el discurso del Servicio de Educación Musical (SEMA), frente a la creación de la disciplina de Educación Artística en el contexto de la Ley nº 5.692/71, en el Estado de Guanabara. La investigación, de carácter documental y bibliográfico, se enmarca en el ámbito de la nueva historia cultural, con un marco teórico basado en la historia de las disciplinas escolares, el concepto de táctica en la teoría cotidiana y estudios de los procesos de reforma en el contexto escolar. Las principales fuentes de investigación fueron publicaciones de SEMA, incluyendo cuatro números de la revista TEMA (publicados entre 1969 y 1974); artículos periodísticos de la época; y documentos oficiales del gobierno del estado de Guanabara sobre la reforma educativa. El análisis de las fuentes consideró el contexto, el autor o los autores (personales o institucionales), la autenticidad y fiabilidad del documento, su naturaleza y los conceptos clave presentes en el texto, así como su lógica interna. Los resultados indican que la principal táctica de resistencia de la SEMA fue declarar su apoyo a la reforma, al mismo tiempo que intentaba insertar su concepción de educación musical en las normas elaboradas para su implementación. De esta manera, a pesar de perder espacio, la música continuó practicándose en las escuelas de Guanabara incluso después de la creación de la disciplina de Educación Artística.
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