Navegar é (im)preciso: uma leitura do romance hipertextual Terminal
DOI:
https://doi.org/10.4025/actascilangcult.v43i1.57401Palavras-chave:
literatura digital; romance hipertextual; Terminal.Resumo
Neste artigo propomos uma análise das especificidades do romance hipertextual Terminal (Komatsu, 2018), sobretudo no que diz respeito a sua formalização material como um objeto literário dos novos meios (Manovich, 2005), que faz convergir referências à s culturas impressa e digital. Buscamos discutir os aspectos que evidenciam que a obra se coloca em um entrelugar por i) rasurar a lógica computacional da plataforma Blogger e ii) rasurar os paradigmas romanescos consolidados pela cultura impressa. A obra, assim, apresenta características que nos fazem refletir acerca de duas realidades culturais distintas, a impressa e a digital e, ao fazer isso, ressignifica as práticas culturais e materiais dos novos meios ao mesmo tempo em que provoca fissuras nos ritos institucionalizados pela cultura impressa. Tal análise nos leva a refletir a respeito da leitura literária hipertextual como esforço extranoemático (Aarseth, 1997) e de como ela se dá na obra em questão, a partir da análise de um dos percursos possíveis oferecido ao leitor, que pilota, metaforicamente, a interface de uma espaçonave enquanto lê a obra. O navegar tematizado se expande e estabelece um diálogo com as características materiais do meio, ao mesmo tempo em que se consolida enquanto um recurso poético para a narrativa.
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