A produção de um ‘policorpo’ para Dilma Rousseff nas eleições presidenciais de 2010: uma análise discursiva dos semanários brasileiros
DOI:
https://doi.org/10.4025/actascilangcult.v39i4.34021Palabras clave:
eleições presidenciais, discurso político-midiático, policorpo, corporeidade.Resumen
Este artigo discute, sob a perspectiva da Análise do Discurso (AD) de linha francesa, as transformações que configuram não a utilização do corpo político empírico, mas a corporeidade, isto é, a sua discursivização - tal como ela é engendrada nas páginas da mídia impressa brasileira. Para isso, analisamos a forma como o perfil político de Dilma Rousseff foi materializado nos fios discursivos dos semanários de atualidades durante as eleições presidenciais de 2010. A fim de viabilizar o processo teórico-analítico desse cenário, constituímos um arquivo formado pelas 208 edições das revistas CartaCapital, Época, IstoÉ e Veja, publicadas no ano eleitoral. Dentro do quadro teórico adotado, cujos fundamentos baseiam-se principalmente no método arqueogenealógico de Michel Foucault, os resultados mostram que as práticas discursivas dos semanários focalizaram metamorfoses que o corpo da petista teria sofrido para figurar como representante de seu antecessor, produzindo um ‘policorpo’ (Santos, 2014), o qual foi potencializado pela dizibilidade de mecanismos tecnológicos imateriais e inumanos, mas perspicazes na midiatização de uma ‘candidata-corpo’ (Santos & Romualdo, 2013), que foi denunciada pela imprensa como produto eleitoral.
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Derechos de autor 2026 Elaine de Moraes Santos, Edson Carlos Romualdo

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