A independência da antidopagem brasileira: no convívio do Estado e das federações esportivas
DOI:
https://doi.org/10.4025/jphyseduc.v32i1.3261Palavras-chave:
Doping nos Esportes, Governo, UNESCO, Política Pública, ÉticaResumo
Os processos de mundialização e de harmonização da antidopagem, liderados principalmente pela Agência Mundial Antidopagem (WADA), produziram uma série de instituições interessadas, que, segundo os atores, devem atuar de forma independente, especialmente dos Estados nacionais e das federações esportivas. No Brasil, porém, a Autoridade Brasileira de Controle de Dopagem (ABCD) foi criada em 2009 como uma secretaria do Ministério do Esporte. O objetivo deste trabalho foi analisar de que formas os atores se associam e sustentam um discurso de independência na luta antidopagem brasileira. A partir de uma inserção etnográfica, que incluiu entrevistas e análise documental, este estudo descreve, nos caminhos da sociologia pragmática e no uso do conceito Eliasiano de interdependência, as aproximações da agência nacional antidopagem, em especial, com atores do governo bem como com a federação brasileira de futebol. Nesse sentido, utilizamos os conceitos de interdependência e de harmonização para analisar as associações e, desse modo, refletimos sobre o discurso de independência ao apresentar os interesses nas associações entre os atores.
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