FORMAÇÃO CONTINUADA NA PERSPECTIVA INCLUSIVA: A RELAÇÃO ENTRE PROFESSORES DO AEE E DA SALA COMUM
DOI:
https://doi.org/10.4025/tpe.v19i1.29085Palavras-chave:
Formação de professores, Pesquisa-ação colaborativo-crítica, Políticas públicas, InclusãoResumo
Neste trabalho, o objetivo consistiu em analisar, mediante os discursos emergentes na formação em grupo, a relação construída no cotidiano escolar entre professores da sala comum e do AEE e suas repercussões para o processo inclusivo. Para tanto, participaram do grupo de formação continuada 22 professores dos dois âmbitos, num curso proposto pelo Grupo de Estudos da Linguagem e Comunicação Alternativa (Gelc) da Universidade Federal de Sergipe (UFS) em parceria com as gestões da educação estadual de Sergipe e do município de Socorro, numa pesquisa delineada pelos pressupostos teóricos da matriz histórico-cultural e teórico-metodológicos da pesquisa-ação colaborativo-crítica, amparados ainda nas técnicas do método do Grupo de Discussão (GD). Todos os encontros foram filmados e as falas foram integralmente transcritas e registradas. Observou-se que a incipiência das possibilidades de encontro entre professores da sala comum e da sala de AEE refletem o hiato existente na articulação sistemática e colaborativa que precisa ser empreendida para que o processo inclusivo assuma outros contornos. Quando tais espaços-tempos são concebidos, dos conflitos e aproximações podem emergir fazeres/conhecimentos que suscitam processos de transformações necessárias ao real entendimento da assunção do paradigma da inclusão.
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