POLÃTICAS DE ACESSO E PERMANÊNCIA PARA ESTUDANTES SURDOS AO ENSINO SUPERIOR
DOI:
https://doi.org/10.4025/tpe.v19i1.31802Palavras-chave:
Inclusão de surdos no ensino superior, Políticas educacionais, Educação bilíngue para surdosResumo
Este artigo discorre sobre políticas de acesso e permanência no ensino superior, especificamente envolvendo a trajetória de estudantes surdos matriculados na Universidade Federal do Paraná (UFPR), entre os anos de 2002 e 2015. Mais notadamente a partir dos anos 2000, a formulação e implementação das políticas educacionais de inclusão escolar repercutiu para um aumento significativo no ingresso de estudantes surdos no ensino superior no Brasil, contrapondo-se à exclusão histórica demarcada em décadas anteriores. Os dados analisados mostram visível crescimento numérico, mas obscurecem as diferenças nas políticas requeridas para surdos bilíngues e pessoas com perdas auditivas que não requerem mudanças na situação linguística da instituição, mas apenas recursos técnicos, tecnológicos e/ou metodológicos para seu processo de inclusão escolar. Concluímos quena UFPR a institucionalização da política de educação bilíngue (Libras e Língua Portuguesa) foi oportunizada pela presença dos primeiros estudantes surdos que se utilizam da Libras como primeira língua, nos cursos de graduação em Letras Libras e na pós-graduação. A importância dos dispositivos legais nos âmbitos governamental e institucional, o trabalho dos núcleos de apoio a pessoas com necessidades especiais nas universidades,a pressão dos movimentos surdos na formulação de políticas, o trabalho dos tradutores intérpretes de Libras e profissionais bilíngues, em conjunto com o protagonismo dos estudantes surdos no planejamento e execução de ações que os contemplam, são alguns dos aspectos evidenciados neste trabalho como pilares do processo de inclusão.
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