Forays into the “art of government” poor childhood in Portugal
the Castelo Branco Childcare Dispensary (1930s, 20th Century)
Abstract
The purpose of this paper is to analyze, discuss and understand the governance of poor children in Portugal in the 1930s. This childhood is discussed as a social problem and the consequent emergence of actions, knowledge and technical-institutional contexts – such as the Castelo Branco Childcare Dispensary – in the political context of the Portuguese Estado Novo. Through a qualitative methodology, we have called upon a documentary corpus consisting of published documentary sources and those existing in personal and institutional archives, with emphasis on the scientific production of the dispensary’s director, Doctor José Lopes Dias. The close look, in the context of modernity, at poor Portuguese children translates into the existence of a broader power system that acted on individuals through knowledge and institutions created for this purpose. It is assumed that these poor children, and their families, should be monitored to avoid social deviations and erratic behavior in a society that is intended to be progressive and civilized. The Childcare Dispensary, like others, was a device at the service of a state project, in the context of modernity, which valued life, its usefulness and productivity, increasing the quality of the population.
Downloads
References
Câmara, S. (2006). Para uma ação preventiva e curativa da infância pobre. In R. Fernandes et al. (Eds.), Para a compreensão histórica da infância (pp. 313–334). Campo das Letras.
Correia, F. S. (1952). A assistência moderna e a tradição. In Conferências da Liga Portuguesa de Profilaxia Social (7ª série, pp. 186–213). Imprensa Social. (Conferência proferida no salão nobre do Clube dos Fenianos Portuenses, 21 de janeiro de 1939).
Dias, J. L. (1931). Un service social de puériculture: Monographie. Minerva. (Apresentada no X Congrès International pour la Protection de l’Enfance).
Dias, J. L. (1936). As criancinhas portuguesas na política da assistência. In Conferências da Liga Portuguesa de Profilaxia Social (3ª série, pp. 76–96). Imprensa Social.
Dias, J. L. (1938). Apontamentos de higiene das escolas primárias. Boletim de Ação Educativa – Direção-Geral da Saúde, (21), 140–147.
Dias, J. L. (1945). Organização e técnica da assistência rural. Jornal do Médico.
Dias, J. L. (1951). Ensaio de combate à mortalidade infantil em Castelo Branco. Liga Portuguesa de Profilaxia Social.
Dias, J. L. (1960). Alguns elementos de estudo da organização periférica do exercício da medicina. Imprensa Médica.
Dias, J. L., & Louro, M. L. (1953). Abeugrafia em saúde pública. Imprensa Médica.
Donzelot, J. (1986). A polícia das famílias. Edições Graal.
Ferreira, A. G. (2000). Gerar, criar, educar: A criança no Portugal do Antigo Regime. Quarteto.
Ferreira, A. G., Mota, L., & Vilhena, C. (2019). Panorama sobre a educação de infância em Portugal. In A. G. Ferreira & L. Mota (Eds.), Caminhos da educação de infância em Portugal: Políticas e perspetivas contemporâneas (pp. 15–74). De Facto Editores.
Ferreira, M. M. (2000). Salvar os corpos, forjar a razão: Contributo para uma análise crítica da criança e da infância como construção social, 1880–1940. Instituto de Inovação Educacional.
Foucault, M. (2006a). É preciso defender a sociedade. Livros do Brasil.
Foucault, M. (2006b). Estratégia, poder-saber. Forense Universitária.
Foucault, M. (2006c). Vigiar e punir: Nascimento da prisão (31ª ed.). Vozes.
Foucault, M. (2008). Segurança, território, população: Curso no Collège de France (1977–1978) (E. Brandão, Trad.). Martins Fontes.
Foucault, M. (2010). Nascimento da biopolítica. Edições 70.
Freitas, M. C. (Ed.). (2006). História social da infância (6ª ed.). Cortez.
Giddens, A. (1991). As consequências da modernidade. Editora Unesp.
Gondra, J. G. (2010). A emergência da infância. Educação em Revista, 26(1), 195–214.
Gorjão Henriques, E. (1940). Assistência social: Obra Nacional de Proteção e Assistência à Maternidade e Infância – Ensaio de ação social de um centro municipal. Mendes Barata.
Henriques, H., & Vilhena, C. (2015). A preservação da infância: Análises de discursos sobre a criança em perigo moral (Portugal, 1910–1916). Educação em Revista, 31, 61–81. https://doi.org/10.1590/0102-469813262
Kuhlmann, M., & Fernandes, R. (2004). Sobre a história da infância. In L. M. Faria Filho (Ed.), A infância e sua educação: Materiais, práticas e representações (Portugal/Brasil) (pp. 15–34). Autêntica.
Martins, E. C. (2016). Crianças “sem” a sua infância: História social da infância – acolher/assistir e reprimir/reeducar. Editorial Cáritas.
Pais de Sousa, J. (1999). Bissaya Barreto: Ordem e progresso. Minerva Editora.
Pimentel, I. F. (1999). A assistência social e familiar do Estado Novo nos anos 30 e 40. Análise Social, 34(151–152), 477–508.
Pimentel, I. F. (2001). História das organizações femininas do Estado Novo. Temas e Debates.
Portugal. (1933). Constituição da República Portuguesa.
Portugal. Arquivo Municipal de Castelo Branco. (1930). Estatutos do Dispensário de Puericultura de Castelo Branco.
Portugal. Associação Protetora da Infância. (1955). Dispensário de Puericultura Dr. Alfredo Mota de Castelo Branco (1930–1955). Imprensa da Universidade de Coimbra.
Portugal. Junta Geral do Distrito. (1933). A função social do Dispensário de Puericultura Dr. Alfredo Mota, de Castelo Branco, em 1932. Tipografia Minerva.
Portugal. Junta Geral do Distrito. (1935). Dispensário de Puericultura “Dr. Alfredo Mota”, de Castelo Branco, em 1934. Tipografia Minerva.
Portugal. Junta Provincial da Beira Baixa. (1938). Dispensário de Puericultura Dr. Alfredo Mota (1936 e 1937). Tipografia Minerva.
Resende, H. (Ed.). (2015). Michel Foucault: O governo da infância. Autêntica.
Rizzini, I., & Pilotti, F. (Eds.). (2011). A arte de governar crianças: A história das políticas sociais, da legislação e da assistência à infância no Brasil (3ª ed.). Cortez.
Silveira, D. S. da. (2015). Governamentalidades, saberes e políticas públicas na área de direitos humanos da criança e do adolescente. In H. Resende (Ed.), Michel Foucault: O governo da infância (pp. 108–165). Autêntica.
Veiga-Neto, A. (2004). Foucault & a educação (2ª ed.). Autêntica.
Veiga-Neto, A. (2015). Por que governar a infância? In H. Resende (Ed.), Michel Foucault: O governo da infância (pp. 91–105). Autêntica.
Vilhena, C. (2002). Institucionalização da educação pré-escolar em Portugal (1880–1950) (Dissertação de mestrado não publicada). Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação, Universidade de Lisboa.
Vilhena, C. (2010). A educação para a maternidade nas revistas de educação familiar no último meio século (Tese de doutoramento não publicada). Faculdade de Ciências Sociais e Humanas, Universidade Nova de Lisboa. http://hdl.handle.net/10400.1/5361
Vilhena, C., Ferreira, A. G., & Mota, L. (2023). A educação de infância no Estado Novo português (1933–1974): Entre a assistência e a educação. In E. F. de Sá, A. G. Ferreira, L. Mota, & D. C. Albuquerque (Eds.), Educação no Brasil e em Portugal em tempos de ditadura (pp. 17–39). EDUFMT. https://doi.org/10.1590/2236-3459/85647.
Copyright (c) 2026 Helder Manuel Guerra Henriques (Autor)

This work is licensed under a Creative Commons Attribution 4.0 International License.
Os direitos autorais pertencem exclusivamente aos autores. Os direitos de licenciamento utilizados pelo periódico consistem na licença Creative Commons Attribution 4.0 (CC BY 4.0): são permitidos o acompartilhamento (cópia e distribuição do material em qualqer meio ou formato) e adaptação (remix, transformação e criação de material a partir do conteúdo assim licenciado) para quaisquer fins, inclusive comerciais.
Recomenda-se a leitura desse link para maiores informações sobre o tema: fornecimento de créditos e referências de forma correta, entre outros detalhes cruciais para uso adequado do material licenciado.





